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morphine :: [morphine - the night] [morphine - swing it low] [morphine - i had my chance] [morphine - you look like rain] [morphine - whisper]

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Terça-feira, Agosto 08, 2006
alucinogénios

#1 coisas inconscientes

assombro no conjunto de brilho (em cores)
complexo, em limite disfarce, feno, erva seca
efeitos e dores, rua cidade mulher, em sexo
frágil odores, vida, enfim finalmente de seda
pensamento, amor infinito, que se acumula
coisa de sofrimento, bem dito, palavra ter e
por entre, dentro de, dois traços entre, ciente
que causa pasmo, no corpo humano, tecido
dorido, sem nada dizer, perceber até morrer

#2 coisas excêntricas

tento gritar-te e simular
em asas de anjo, queimar-te
cigarros e rasgar-te caminhos
e beber-te café. olhar-te somente
de costas, apunhalar-te. sentir-te
em boca, encarnar-te e agir-te
em inocência e resposta, neste
medo a girar neste quadrado
falhar e de amar-te faltar
tento gritar-te e simular
em asas de diabo, amar-te

#3 morfina

ensaio para reescreve algo (pedaços soltos)

florar em cinzento (“morfina”)

[…]
sempre que aqui estou sentado nesta cadeira
puxo por um cigarro e fumo a floresta calma
vendo a sorte responder “cinzeiro de morte”
divino desejo nesta pele forjada pelo tempo
em sedimentos moldado como lava, reclamo
nesta manha saudada, existência melhorada
deito-me, por fim, nesta cama, meu sonho e
de mãos partidas, doridas e amareladas. sei
o cinzento de lápis “morfina”, e deixo-me ir
cair no ruído da cidade molhada, de gentes
floreadas sem mentes lapidadas. graças em
vão, sentir e sonhar, relaxar de encosto dei,
preces de nicotina nas mãos, e em todas as
direcções, reclamei, desmentir belezas, sei
veio em passos brandos, fazer crónica e dar
florar em cinzento “morfina”, meu… sonhar
[…]

“morfina” - leia-se: algo que cria dependência

#4 natureza morta

olhei-te num rasgo, ressuscitei
e tentei, escultura de mágico
(que encanta)
fiz de promessas e oferta saber
real, pintura de cor morta
(descrição minuciosa)
e tentei, movimento e calor
e coisas visíveis enquanto meio
(maneira e forma)
forcei concreto e abstracto
e seco, só estéril e esgotado
(ao acaso, destino)
renasceu, natureza morta
por ordem natural traçada
(sentindo firme)
e em mão pincel forte
olhei-te debuxo, esboço
(minucioso e fiel)
e certo, tentei remoçar
nesta essência e condição
de (te) querer dar vida
(“natureza morta”)

#5 lodo

já não sei do que falo

(se desta lama
que me enriquece
a terra, alma
ou a suja)

(se de matéria depositada
e rica, e fértil
ou de precipitação débil)

(se da lama, barro da vida
ou se de argila, arro, lodo
que me há-de cobrir, findar)

já não sei do que quero falar

© 2006, ricardo biquinha. todos os direitos reservados

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Sexta-feira, Outubro 28, 2005
house.rips.#2870


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Segunda-feira, Outubro 10, 2005
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Terça-feira, Outubro 04, 2005
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Segunda-feira, Outubro 03, 2005
fOr.beyOnd


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Sexta-feira, Julho 22, 2005
luz.de.tecto vs.XP


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Domingo, Junho 12, 2005
house.rips.#0416


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Sábado, Junho 11, 2005
house.rips.#0391


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Sexta-feira, Junho 10, 2005
dsc.[2556].pb


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Sexta-feira, Maio 13, 2005
hoje estou negro corvo (ou talvez não)


parte I

hoje estou negro corvo
de plumagem escura
e alma sem luz, triste
neste negrume lícito

sem vida

nesta punição melancólica
e alma sem brilho, fúnebre
de pena(s) sinistras, pretas
hoje estou negro escuro

sem vida

hoje serei aquele que não lembras
aquele que amargo e de asas largas rejeitas

hoje sou aquele que nunca sente

sou a morte

parte II

hoje estou corvo
de plumagem
e alma sem luz, triste
neste lícito

sem vida

nesta punição melancólica
e alma sem brilho, fúnebre
de pena(s) sinistras
hoje estou

sem vida

hoje serei aquele que não lembras
aquele que amargo e de asas largas rejeitas

hoje sou aquele que nunca sente

sou

corvo

parte III

hoje estou
de plumagem
e alma e luz
neste lícito

em vida

nesta
alma em brilho
e pena(s)
hoje estou

em vida

hoje serei aquele que lembras
aquele de asas largas

hoje sou aquele que sente

sou

corvo

parte IV

hoje estou

hoje estou

hoje serei

hoje sou

sou

corvo

parte V

(ou talvez não)

© corvo negro ( heterónimo de © biquinha )


de outro modo

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Quinta-feira, Maio 12, 2005
old.version 1.0


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Quarta-feira, Maio 11, 2005
house.rips.#0513


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Terça-feira, Maio 10, 2005
dar.a


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Segunda-feira, Maio 09, 2005
prolongar.se


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Domingo, Maio 08, 2005
rosa.ao.luar


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Sábado, Maio 07, 2005
house.rips.#2566


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Sexta-feira, Maio 06, 2005
house.rips.#2573


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Quinta-feira, Maio 05, 2005
dsc.[2547].pb


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Quarta-feira, Maio 04, 2005
iron.fire.1


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Terça-feira, Maio 03, 2005
distort.1


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Segunda-feira, Maio 02, 2005
a.


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Domingo, Maio 01, 2005
light.rips.#1


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Sábado, Abril 30, 2005
house.rips.#4


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Sexta-feira, Abril 29, 2005
luz.de.tecto

esta fraca luz que cega a alma e seduz poesia © biquinha

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Quinta-feira, Abril 28, 2005
olhar.de.ti.#4


perdi as palavras no (teu) olhar para profundamente (te) amar

© biquinha


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Quarta-feira, Abril 27, 2005
mor.phina


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Terça-feira, Abril 26, 2005
corpos.abs I


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Segunda-feira, Abril 25, 2005
foi.cravo


flor de craveiro

nem sempre livre nasceu

[liberdade;
símbolo e cheiro]

em criança:
futuros apaixonantes
a brincava ou a desenhava

já homem:
presente e flor de seu túmulo
cravo, cravada
aquela que ainda sonhava
liberdade!

© temporal ( heterónimo de © biquinha )


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Domingo, Abril 24, 2005
ruínas I


de[mências].ruínas

semblantes [rostos] de muros envelhecidos
de frontaria transparece velha e de memória
que vidas recorda decadente [envelhecida]
memórias ocultas, existências [imaginadas]
em fachadas meditadas, enredos e histórias
supor-se [em dor e] decai em tristes paredes
enroladas de sarça [e branha] a ruir em face
[desmoronada] mesmo que de amor [cuide]
transparece esta ruína demente [observada]

in* de[mências]

© de[mente] ( heterónimo de © biquinha )



Publicado por um.quase.nada em 04/24 às 00:00
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Sábado, Abril 23, 2005
um.quase.nada


Publicado por um.quase.nada em 04/23 às 00:00
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