um.quase.nada
Definições
Resolução Correcta:Calendário
| Novembro 2008 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Su | Mo | Tu | We | Th | Fr | Sa |
| 1 | ||||||
| 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
| 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 |
| 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 |
| 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 |
| 30 | ||||||
Para Ouvir
morphine :: [Entradas Recentes
alucinogénioshouse.rips.#2870
dsc.[2884].pb
dsc.[2563].pb
fOr.beyOnd
luz.de.tecto vs.XP
house.rips.#0416
house.rips.#0391
dsc.[2556].pb
hoje estou negro corvo (ou talvez não)
Arquivo
Agosto 2006Outubro 2005
Julho 2005
Junho 2005
Maio 2005
Abril 2005
Arquivo Corrente
Arquivo Completo
Arquivo Categorias
Categorias
Links
Lista CompletaEstatísticas
24 on-lineEsta página foi vista 121169 vezes
Referências
Estatísticas Gerais
Pesquisa
Pesquisa AvançadaCréditos
Powered by ExpressionEngineDesenhado por © .8. & © CB&RB
Alojado por mgrande.com
#1 coisas inconscientes
assombro no conjunto de brilho (em cores)
complexo, em limite disfarce, feno, erva seca
efeitos e dores, rua cidade mulher, em sexo
frágil odores, vida, enfim finalmente de seda
pensamento, amor infinito, que se acumula
coisa de sofrimento, bem dito, palavra ter e
por entre, dentro de, dois traços entre, ciente
que causa pasmo, no corpo humano, tecido
dorido, sem nada dizer, perceber até morrer
#2 coisas excêntricas
tento gritar-te e simular
em asas de anjo, queimar-te
cigarros e rasgar-te caminhos
e beber-te café. olhar-te somente
de costas, apunhalar-te. sentir-te
em boca, encarnar-te e agir-te
em inocência e resposta, neste
medo a girar neste quadrado
falhar e de amar-te faltar
tento gritar-te e simular
em asas de diabo, amar-te
#3 morfina
ensaio para reescreve algo (pedaços soltos)
florar em cinzento (“morfina”)
[…]
sempre que aqui estou sentado nesta cadeira
puxo por um cigarro e fumo a floresta calma
vendo a sorte responder “cinzeiro de morte”
divino desejo nesta pele forjada pelo tempo
em sedimentos moldado como lava, reclamo
nesta manha saudada, existência melhorada
deito-me, por fim, nesta cama, meu sonho e
de mãos partidas, doridas e amareladas. sei
o cinzento de lápis “morfina”, e deixo-me ir
cair no ruído da cidade molhada, de gentes
floreadas sem mentes lapidadas. graças em
vão, sentir e sonhar, relaxar de encosto dei,
preces de nicotina nas mãos, e em todas as
direcções, reclamei, desmentir belezas, sei
veio em passos brandos, fazer crónica e dar
florar em cinzento “morfina”, meu… sonhar
[…]
“morfina” - leia-se: algo que cria dependência
#4 natureza morta
olhei-te num rasgo, ressuscitei
e tentei, escultura de mágico
(que encanta)
fiz de promessas e oferta saber
real, pintura de cor morta
(descrição minuciosa)
e tentei, movimento e calor
e coisas visíveis enquanto meio
(maneira e forma)
forcei concreto e abstracto
e seco, só estéril e esgotado
(ao acaso, destino)
renasceu, natureza morta
por ordem natural traçada
(sentindo firme)
e em mão pincel forte
olhei-te debuxo, esboço
(minucioso e fiel)
e certo, tentei remoçar
nesta essência e condição
de (te) querer dar vida
(“natureza morta”)
#5 lodo
já não sei do que falo
(se desta lama
que me enriquece
a terra, alma
ou a suja)
(se de matéria depositada
e rica, e fértil
ou de precipitação débil)
(se da lama, barro da vida
ou se de argila, arro, lodo
que me há-de cobrir, findar)
já não sei do que quero falar
© 2006, ricardo biquinha. todos os direitos reservados

parte I
hoje estou negro corvo
de plumagem escura
e alma sem luz, triste
neste negrume lícito
sem vida
nesta punição melancólica
e alma sem brilho, fúnebre
de pena(s) sinistras, pretas
hoje estou negro escuro
sem vida
hoje serei aquele que não lembras
aquele que amargo e de asas largas rejeitas
hoje sou aquele que nunca sente
sou a morte
parte II
hoje estou corvo
de plumagem
e alma sem luz, triste
neste lícito
sem vida
nesta punição melancólica
e alma sem brilho, fúnebre
de pena(s) sinistras
hoje estou
sem vida
hoje serei aquele que não lembras
aquele que amargo e de asas largas rejeitas
hoje sou aquele que nunca sente
sou
corvo
parte III
hoje estou
de plumagem
e alma e luz
neste lícito
em vida
nesta
alma em brilho
e pena(s)
hoje estou
em vida
hoje serei aquele que lembras
aquele de asas largas
hoje sou aquele que sente
sou
corvo
parte IV
hoje estou
hoje estou
hoje serei
hoje sou
sou
corvo
parte V
(ou talvez não)
© corvo negro ( heterónimo de © biquinha )
perdi as palavras no (teu) olhar para profundamente (te) amar
© biquinha
flor de craveiro
nem sempre livre nasceu
[liberdade;
símbolo e cheiro]
em criança:
futuros apaixonantes
a brincava ou a desenhava
já homem:
presente e flor de seu túmulo
cravo, cravada
aquela que ainda sonhava
liberdade!
© temporal ( heterónimo de © biquinha )
de[mências].ruínas
semblantes [rostos] de muros envelhecidos
de frontaria transparece velha e de memória
que vidas recorda decadente [envelhecida]
memórias ocultas, existências [imaginadas]
em fachadas meditadas, enredos e histórias
supor-se [em dor e] decai em tristes paredes
enroladas de sarça [e branha] a ruir em face
[desmoronada] mesmo que de amor [cuide]
transparece esta ruína demente [observada]
in* de[mências]
© de[mente] ( heterónimo de © biquinha )
