perdi-me no deserto do olhar
atrai-me a subliminar condição
de ser apenas um grão de areia
igual a todos os lugares
é tão fácil beber o gengibre da alma
e amor em sal o sonho e a solidão
a planura do olhar alheio ao mundo
nenascer no fundo de uma duna
como um cacto, uma palmeira
pode ser nada e ser tudo!
vejo lá longe o horizonte
a caminhar para mim
em vão tudo me busca
e eu não quero o encontro
em vão o vento vai bater na tenda
e o luar entra
inútil condição esta do sonho
quero uma ilha de damascos
e o silêncio em achas pelas tardes
não quero a fala, não quero um oásis
só o vento suão para me levar
como se fosse areia ou leve ave
até ao fundo oceano da existência
das serpentes e escorpiões que nada sabem
Tão belo
Beijos
é tão bom sentir que permances!
Intensa.
o poema é extrema de sensibilidade. nunca serás “grão de areia”. mas antes flor de deserto. delicada e vibrante.
saudades.