Serena Lua
Vogo sem rumo entre a espuma dos dias e o luar azul dos sonhos. Escrevo-me numa neblina de palavras, rasgando as noites brancas e as claras madrugadas...
Segunda-feira, Maio 14, 2007
Poesia


perdi-me no deserto do olhar
atrai-me a subliminar condição
de ser apenas um grão de areia
igual a todos os lugares

é tão fácil beber o gengibre da alma
e amor em sal o sonho e a solidão
a planura do olhar alheio ao mundo

nenascer no fundo de uma duna
como um cacto, uma palmeira
pode ser nada e ser tudo!

vejo lá longe o horizonte
a caminhar para mim
em vão tudo me busca
e eu não quero o encontro

em vão o vento vai bater na tenda
e o luar entra
inútil condição esta do sonho
quero uma ilha de damascos
e o silêncio em achas pelas tardes

não quero a fala, não quero um oásis
só o vento suão para me levar
como se fosse areia ou leve ave
até ao fundo oceano da existência
das serpentes e escorpiões que nada sabem

Assinado por: aziluth • 12:13 PM • (3) Comentários

o poema é extrema de sensibilidade. nunca serás “grão de areia”. mas antes flor de deserto. delicada e vibrante.

saudades.

Comentado por: heretico  em  05/16  às  12:20 PM

Tão belosmile
Beijos

Comentado por: wind  em  05/17  às  04:04 PM

é tão bom sentir que permances!
Intensa.

Comentado por: ninguem  em  05/20  às  11:52 PM

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