agora é o tempo do silêncio
o tempo que esperas
sem saber que apenas traças
linhas paralelas
sentidos, apeadeiros,
na rota cega
rumo ao ao destino
atrás do nevoeiro
agora é tempo
de rasgar as sombras
procura um lugar
entre viagens sem regresso
dessas impressas
nos trilhos que escutas para
lhes captar
o silêncio
e verás, meu amor,
tudo permanece
imperturbável como a
superfície lisa do tempo
até a memória se abrir
no lugar onde nos apeámos
só por um momento…
Olá MJM. Sabia que tu me compreenderias. Por isso ver-te aqui foi uma das melhores coisas que hoje me aconteceu… Basta que um só, um só leitor nos capte naquilo que intentamos dizer, para justificar todo e qualquer acto do escrita. Um bom fim de semana para ti!
Gosto de te encontrar aqui. Um espaço tão belo, este! Obrigada por teres deixado o link. E sabes que esta tua forma de escrever poesia (diferente da que conheço, mais depurada) me agrada muito. Por vezes é mesmo o tempo do silêncio e de procurar um lugar entre viagens sem regressos. Gostei muito mesmo! Beijinhos
Não sei se terei a sabedoria da MJM para te interpretar
mas gostei imenso do poema e logo desde o seu início “agora é o tempo do silêncio”. Bjs
{ …
caminho na linha da vida, entre o nascimento e a morte; caminho na estrada preciosa,
onde sua origem se funde em meus passos, quero predizer, sem formalidades, sem fadigas,
caminho onde o destino me leva …
© biquinha
beijos*
... }
Feliz Natal!
A última estrofe é de uma sabedoria arrepiante!
Li o poema uma série de vezes e fiz o trilho paralelo.
Embora de pendor um pouco triste, é sereno de tão belo.
‘one way ticket, please!’
Kiss