SEDENTA DE SANGUE
Registo fotográfico de Violeta Teixeira/Pandora-Olhares.com
Sedenta de sangue
Apanho-as,
A todas as rosas rubras,
A todas
A papoilas bravas dos campos
Sem ceifa, a todas as pétalas,
Sumarentas,
De um vermelho,
Uivantemente
Vivo.
A todas,
As esmago, com acentos
De silêncio
E de feroz euforia,
E trago-as líquidas,
Para o dentro das veias,
Obsessivamente
Assassinas,
Da minha amantíssima
Poesia.
Violeta Teixeira, in RESINAS DE ABULIA, Magno Edições, 2003
Publicado por Violeta Teixeira em 20/08 às 10:20 PM
Categoria • Poesia •
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