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    <title>Partos de Pandora</title>
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    <copyright>Copyright (c) 2010, Violeta Teixeira</copyright>


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      <title>O DADAÍSMO</title>
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		<author>
		  <name>Violeta Teixeira</name>
		  <email>violeta_teixeira@hotmail.com</email>
		  		</author>
      <dc:subject>Reflexões</dc:subject>
      <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en-US"><![CDATA[<p>Retrato de 1927, por Lajos Tihanyi.
</p>
<p>
<a href="http://www.oceansbridge.com/oil-paintings/product/26..">http://www.oceansbridge.com/oil-paintings/product/26..</a>.
</p>

<p>
Tristan Tzara, pseudônimo de Samuel Rosenstock, (Moine&#351;ti, 16 de abril de 1896 — Paris, 24 de dezembro de 1963) foi um poeta romeno que passou a viver na França, tornando-se desta maneira um escritor francês.
<br />
Seu pseudônimo significaria numa tradução livre &#8220;triste terra&#8221;, tendo sido escolhido para protestar o tratamento dos judeus na Roménia. Poeta e ensaísta, participou na fundação do movimento dadaísta em Zurique, em 1916.
<br />
No ano seguinte, após a partida de Hugo Ball, Tzara assumiu o controle do movimento em Zurique. Proclamou a sua vontade de destruir a sociedade, os seus valores e a linguagem em obras como &#8220;Coração de gás&#8221; (1921), &#8220;A anticabeça&#8221; (1923) e &#8220;O homem aproximativo&#8221; (1931).
<br />
Após o declínio do movimento dadá, Tzara envolveu-se no surrealismo, juntou-se ao Partido Comunista e à Resistência Francesa. Tudo isto fez com que em obras como &#8220;A fuga&#8221; (1947), &#8220;O fruto permitido&#8221; (1956), &#8220;A Rosa e o Cão&#8221; (1958), esteja patente uma consciência lírica, na qual traduziu as suas preocupações sociais e testemunhou a sua ânsia de defender o homem contra todas as formas de servidão.
<br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tristan_Tzara">http://pt.wikipedia.org/wiki/Tristan_Tzara</a>
</p>
<p>
O DADAISMO
</p>
<p>
O dadaísmo surgiu no ano de 1916, por iniciativa de um grupo de artistas que, descrentes de uma sociedade que consideravam responsável pelos estragos da Primeira Guerra Mundial, decidiram romper deliberadamente com todos os valores e princípios estabelecidos por ela anteriormente, inclusive os artísticos. A própria palavra dadá não tem outro significado senão a própria falta de significado, sendo um exemplo da essência desse movimento iconoclasta. 
<br />
O principal foco de difusão desta nova corrente artística foi o Café Voltaire, fundado na cidade de Zurique pelo poeta Hugo Ball e ao qual se uniram os artistas Hans Arp e Marcel Janco e o poeta romeno Tristan Tzara. Suas atuações provocativas e a publicação de inúmeros manifestos fizeram que o dadaísmo logo ficasse conhecido em toda a Europa, obtendo a adesão de artistas como Marcel Duchamp, ou Francis Picabia. 
<br />
Não se deve estranhar o fato de artistas plásticos e poetas trabalharem juntos - o dadaísmo propunha a atuação interdisciplinar como única maneira possível de renovar a linguagem criativa. Dessa forma, todos podiam ter vivência de vários campos ao mesmo tempo, trocando técnicas ou combinando-as. Nihilistas, irracionais e, às vezes, subversivos, os dadaístas não romperam somente com as formas da arte, mas também com o conceito da própria arte. 
<br />
Não são questionados apenas os princípios estéticos, como fizeram expressionistas ou cubistas, mas o próprio núcleo da questão artística.Negando toda possibilidade de autoridade crítica ou acadêmica, consideram válida qualquer expressão humana, inclusive a involuntária, elevando-a à categoria de obra de arte.Efêmera, mas eficaz, a arte dadaísta preparou o terreno para movimentos vanguardistas tão importantes como o surrealismo e a arte pop, entre outros.
<br />
PINTURA NO DADAÍSMO 
<br />
A pintura dadaísta foi um dos grandes mistérios da história da arte do século XX. Os pintores deste movimento, guiados por uma anarquia instintiva e um forte nihilismo, não hesitaram em anular as formas, técnicas e temas da pintura, tal como tinham sido entendidos até aquele momento. Um exemplo disso eram os quadros dos antimecanismos ou máquinas de nada, nos quais o tema central era totalmente inédito para aqueles tempos. 
<br />
Representavam artefatos de aparência mais poética do que mecânica, cuja função era totalmente desconhecida. Para dificultar ainda mais sua análise, os títulos escolhidos jamais tinham qualquer relação com o objeto central do quadro. Não é difícil deduzir que, exatamente através desses antitemas, os pintores expressavam sua repulsa em relação à sociedade, que com a mecanização estava causando a destruição do mundo. 
<br />
Um capítulo à parte merecem as colagens, que logo se transformaram no meio ideal de expressão do sentimento dadaísta. Tratava-se da reunião de materiais aparentemente escolhidos ao acaso, nos quais sempre se podiam ler textos elaborados com recortes de jornais de diferente feição gráfica. A mistura de todo tipo de imagens extraídas da imprensa da época faz desse tipo de trabalho uma antecipação precoce da idealização dos meios de comunicação de massa, que mais tarde viria a ser a artepop. 
<br />
ESCULTURA NO DADAÍSMO 
<br />
A escultura dadaísta nasceu sob a influência de um forte espírito iconoclasta. Uma vez suprimidos todos os valores estéticos adquiridos e conservados até o momento pelas academias, os dadaístas se dedicaram por completo à experimentação, improvisação e desordem. Os ready mades de Marcel Duchamp não pretendiam outra coisa que não dessacralizar os conceitos de arte e artista, expondo objetos do dia-a-dia como esculturas. 
<br />
Um dos mais escandalosos foi, sem dúvida, o urinol que este artista francês se atreveu a apresentar no Salão dos Independentes, competindo com as obras de outros escultores. Sua intenção foi tão-somente demonstrar até que ponto o critério subjetivo do artista podia transformar qualquer objeto em obra de arte. Com exemplos desse tipo e outros, pode-se afirmar que Marcel Duchamp é sem dúvida o primeiro pai da arte conceitual. 
<br />
Apareceram também, como na pintura, os primeiros antimecanismos, máquinas construídas com os elementos mais estapafúrdios e com o único objetivo de serem expostas para desconcertar e provocar o público. Os críticos não foram muito condescendentes com essas obras, que não conseguiam compreender nem classificar. Tais manifestações, por mais absurdas e insolentes que possam parecer, começaram a definir a plástica que surgiria nos anos seguintes.
<br />
FOTOGRAFIA E CINEMA DADAÍSTA 
<br />
Artistas de seu tempo, os dadaístas foram sem dúvida os primeiros a incorporar o cinema e a fotografia à sua expressão plástica. E fizeram isso de uma maneira totalmente experimental e guiados por uma espontaneidade inata. O resultado desse novo materialismo foi um cinema completamente abstrato e absurdo, por exemplo, o de diretores como Hans Richter e a fotografia experimental de Man Ray e seus seguidores. 
<br />
Foi exatamente Man Ray o inventor da conhecida técnica do raiograma, que consistia em tirar a fotografia sem a câmara fotográfica, ou seja, colocando o objeto perto de um filme altamente sensível e diante de uma fonte de luz. Apesar de seu caráter totalmente experimental, as obras assim concebidas conseguiram se manter no topo da modernidade tempo suficiente para passar a fazer parte dos anais da história da fotografia e do cinema artísticos.
<br />
Bibliografia: 
<br />
Enciclopedia Multimedia del Arte Universal©AlphaBetum Multimedia
</p>
<p>
<a href="http://www.arteeeducacao.net/historia/Dadaismo/texto.htm">http://www.arteeeducacao.net/historia/Dadaismo/texto.htm</a>
</p>

]]></content>
    </entry>

    <entry>
      <title>AMADOR NO INVERNO DA VIDA</title>
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		<author>
		  <name>Violeta Teixeira</name>
		  <email>violeta_teixeira@hotmail.com</email>
		  		</author>
      <dc:subject>Citações</dc:subject>
      <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en-US"><![CDATA[<p>
<a href="http://www.flickr.com/photos/22992468@N07/3142520202/">http://www.flickr.com/photos/22992468@N07/3142520202/</a>
</p>
<p>
«Velho amador, inverno em flor.»
</p>
<p>
Provérbio 
</p>

<p>
<a href="http://www.citador.pt/proverbios.php?op=7&amp;theme=inverno&amp;firstrec=0">http://www.citador.pt/proverbios.php?op=7&amp;theme=inverno&amp;firstrec=0</a>
</p>
<p>

</p>]]></content>
    </entry>

    <entry>
      <title>O INVERNO VEIO…</title>
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		<author>
		  <name>Violeta Teixeira</name>
		  <email>violeta_teixeira@hotmail.com</email>
		  		</author>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en-US"><![CDATA[<p>Pablo Picasso
</p>
<p>
<a href="http://www.allposters.com/-st/Fine-Art-Posters_c1013_p5_.htm">http://www.allposters.com/-st/Fine-Art-Posters_c1013_p5_.htm</a>
</p>


<p>
O Inverno veio enevoado, no dentro
<br />
Dos olhos líquidos Veio, esperado, desde sempre,
<br />
Mas recusado, com sentido, no ventre aceso do corpo.
<br />
Veio. Concedo. Concedo a contra gosto Veio, 
<br />
No miolo duro do racional. Não, contudo, no ser
<br />
Emocional, que me sou. Não, na vulva ardente, 
<br />
Desaguando fluxos de sangue, e sémen do outro.
<br />
Veio, com alvoroço absurdo, porque o sopro do vento,
<br />
Me batendo no telhado intacto, traz-me o sémen
<br />
De Apolo, e não me expulsa do templo de Vénus,
<br />
Onde presto culto, e me não pergunto porque, vindo
<br />
O Inverno, o faço, coroando-a de rosas e de mirto.
</p>
<p>
Violeta Teixeira, inédito
<br />

</p>]]></content>
    </entry>

    <entry>
      <title>SONHO E HEROÍSMO</title>
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		<author>
		  <name>Violeta Teixeira</name>
		  <email>violeta_teixeira@hotmail.com</email>
		  		</author>
      <dc:subject>Reflexões</dc:subject>
      <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en-US"><![CDATA[<p>Trabalho fotográfico de Alberto Korda
</p>
<p>
<a href="http://www.lilithgallery.com/arthistory/photography/big_iconic_che.jpg">http://www.lilithgallery.com/arthistory/photography/big_iconic_che.jpg</a>
</p>


<p>
Che Guevara 
<br />
Contra ti se ergueu a prudência dos inteligentes e o arrojo dos patetas 
<br />
                                                              
<br />
A indecisão dos complicados e o primarismo 
<br />
Daqueles que confundem revolução com desforra 
</p>
<p>
De poster em poster a tua imagem paira na sociedade de consumo,
<br />
                                                               
<br />
Como o Cristo em sangue paira no alheamento ordenado das igrejas. 
<br />
                                                               
<br />
Porém 
<br />
Em frente do teu rosto 
<br />
Medita o adolescente à noite no seu quarto 
<br />
Quando procura emergir de um mundo que apodrece 
</p>

<p>
Sophia de Mello Breyner Andresen, in &#8220;O Nome das Coisas&#8221;
</p>
]]></content>
    </entry>

    <entry>
      <title>AMOR</title>
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      <issued>2010-03-14T18:53:00+00:00</issued>
      <modified>2010-03-14T19:58:28+00:00</modified>
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      <created>2010-03-14T18:53:00+00:00</created>
		<author>
		  <name>Violeta Teixeira</name>
		  <email>violeta_teixeira@hotmail.com</email>
		  		</author>
      <dc:subject>Citações</dc:subject>
      <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en-US"><![CDATA[
<p>
Gustav Klimt
</p>
<p>
<a href="http://www.allposters.com/-sp/The-Kiss-c-1907-detail-Posters_i825887_.htm">http://www.allposters.com/-sp/The-Kiss-c-1907-detail-Posters_i825887_.htm</a>
</p>


<p>
«Serás amado apenas quando puderes mostrar a tua fraqueza, sem provocar nenhuma força.» 
</p>
<p>
 Adorno , Theodore, in  &#8220;Minima Moralia&#8221;    
</p>

<p>
<a href="http://www.citador.pt/citacoes.php?Amor=Amor&amp;cit=1&amp;op=8&amp;theme=12&amp;firstrec=200">http://www.citador.pt/citacoes.php?Amor=Amor&amp;cit=1&amp;op=8&amp;theme=12&amp;firstrec=200</a>
</p>
<p>

</p>]]></content>
    </entry>

    <entry>
      <title>NO DEPOIS&#8230;</title>
      <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/no_depois/" /> 
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      <issued>2010-03-14T18:26:00+00:00</issued>
      <modified>2010-03-14T19:29:39+00:00</modified>
      <summary></summary>
      <created>2010-03-14T18:26:00+00:00</created>
		<author>
		  <name>Violeta Teixeira</name>
		  <email>violeta_teixeira@hotmail.com</email>
		  		</author>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en-US"><![CDATA[<p>Escultura da autoria de Maribel Santos (artista plástica)
</p>
<p>
<a href="http://olhares.aeiou.pt/interiolhar_foto3529061.html">http://olhares.aeiou.pt/interiolhar_foto3529061.html</a>
</p>

<p>
No depois,
<br />
Sobre o teu sexo,
<br />
Carícias cálidas,
<br />
A mão molhada, 
<br />
Um búzio róseo
<br />
A marulhar.
<br />
Sabe-me a sémen
<br />
De Apolo.
<br />
Sabe-me a pólen
<br />
De luar.
</p>

<p>
Violeta Teixeira, inédito
<br />

</p>]]></content>
    </entry>

    <entry>
      <title>OS CAMINHOS DA VIDA</title>
      <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/os_caminhos_da_vida/" /> 
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      <issued>2010-03-13T21:39:00+00:00</issued>
      <modified>2010-03-13T22:43:33+00:00</modified>
      <summary></summary>
      <created>2010-03-13T21:39:00+00:00</created>
		<author>
		  <name>Violeta Teixeira</name>
		  <email>violeta_teixeira@hotmail.com</email>
		  		</author>
      <dc:subject>Reflexões</dc:subject>
      <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en-US"><![CDATA[<p>Jackson Pollock
</p>
<p>
<a href="http://www.allposters.com/-sp/No-14-Gray-Posters_i1813739_.htm">http://www.allposters.com/-sp/No-14-Gray-Posters_i1813739_.htm</a>
</p>


<p>
Caminho: faixa de terra sobre a qual se anda a pé. A estrada distingue-se do caminho não só por ser percorrida de automóvel, mas também por ser uma simples linha ligando um ponto a outro. A estrada não tem em si própria qualquer sentido; só têm sentido os dois pontos que ela liga. O caminho é uma homenagem ao espaço. Cada trecho do caminho é em si próprio dotado de um sentido e convida-nos a uma pausa. A estrada é uma desvalorização triunfal do espaço, que hoje não passa de um entrave aos movimentos do homem, de uma perda de tempo. 
<br />
Antes ainda de desaparecerem da paisagem, os caminhos desapareceram da alma humana: o homem já não sente o desejo de caminhar e de extrair disso um prazer. E também a sua vida ele já não vê como um caminho, mas como uma estrada: como uma linha conduzindo de uma etapa à seguinte, do posto de capitão ao posto de general, do estatuto de esposa ao estatuto de viúva. O tempo de viver reduziu-se a um simples obstáculo que é preciso ultrapassar a uma velocidade sempre crescente. 
</p>
<p>
Milan Kundera, in &#8220;A Imortalidade&#8221; 
</p>


<p>
<a href="http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&amp;refid=200709280900&amp;author=478">http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&amp;refid=200709280900&amp;author=478</a>
</p>

]]></content>
    </entry>

    <entry>
      <title>DESCE, REINCIDENTE&#8230;</title>
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      <issued>2010-03-13T21:06:00+00:00</issued>
      <modified>2010-03-13T22:11:48+00:00</modified>
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      <created>2010-03-13T21:06:00+00:00</created>
		<author>
		  <name>Violeta Teixeira</name>
		  <email>violeta_teixeira@hotmail.com</email>
		  		</author>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en-US"><![CDATA[<p>Stephen Hender
</p>
<p>
<a href="http://www.allposters.com/-st/Black-and-White-Photography-Posters_c6127_p4_.htm">http://www.allposters.com/-st/Black-and-White-Photography-Posters_c6127_p4_.htm</a>
</p>

<p>
Desce, reincidente,
<br />
Todos os lanços que a levam,
<br />
Parece-lhe, ao tempo
<br />
Verde-verde e tenro
<br />
Do se não lembra,
<br />
No hoje.
</p>
<p>
Embalde, insiste, obsessiva,
<br />
Na descida ao tão longe
<br />
Da vista enevoada
<br />
Do hoje.
</p>
<p>
Encontra, apenas,
<br />
No tempo do se recorda,
<br />
Uma garota, como a fêmea 
<br />
Do sempre,
<br />
Solitária e triste.
</p>

<p>
Violeta Teixeira, inédito
<br />

</p>]]></content>
    </entry>

    <entry>
      <title>FARIA ANOS HOJE</title>
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      <issued>2010-03-13T20:44:00+00:00</issued>
      <modified>2010-03-13T21:52:58+00:00</modified>
      <summary></summary>
      <created>2010-03-13T20:44:00+00:00</created>
		<author>
		  <name>Violeta Teixeira</name>
		  <email>violeta_teixeira@hotmail.com</email>
		  		</author>
      <dc:subject>Citações</dc:subject>
      <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en-US"><![CDATA[<p><a href="http://www.arabicnadwah.com/bookreviews/darwish-huleileh.htm">http://www.arabicnadwah.com/bookreviews/darwish-huleileh.htm</a>
</p>
<p>
PALESTINA
<br />
 
<br />
As nossas tristezas escondemo-las nas jarras, temendo
<br />
Que os soldados as vejam e celebrem o cerco…
<br />
Escondemo-las por futuras causas,
<br />
Tendo em vista uma celebração,
<br />
Uma surpresa ao longo do caminho.
<br />
Quando a vida for normal,
<br />
Sentiremos tristeza como toda a gente, por pessoais motivos
<br />
Hoje ocultados pelos grandes slogans.
<br />
Esquecemos as nossas pequenas chagas que sangravam.
<br />
Amanhã, quando o sítio sarar,
<br />
Sentiremos os seus efeitos secundários.
</p>
<p>
Extraído de État de siège, poema de Mahmoud Darwich, tradução francesa de Elias Sanbar, Arles, 2004;(Tradução da versão francesa de Elias Sanbar por Júlio Henriques)
</p>
<p>
Nota: enviado por Amélia Pais
</p>
<p>
 «Mahmoud Darwich , né le 13 mars 1941 à Al-Birwah en Galilée (Palestine sous mandat britannique) et mort le 9 août 2008 à Houston (Texas, États-Unis), est une des figures de proue de la poésie palestinienne.
<br />
Profondément engagé dans la lutte de son peuple, il n&#8217;a pour autant jamais cessé d&#8217;espérer la paix et sa renommée dépasse largement les frontières de son pays. Il est le président de l&#8217;Union des écrivains palestiniens. Il a publié plus de vingt volumes de poésie, sept livres en prose et a été rédacteur de plusieurs publications, comme Al-jadid - - Le nouveau), Al-fajr ; - L&#8217;aube), Shu&#8217;un filistiniyya ; - Affaires palestiniennes) et Al-Karmel  . Il est reconnu internationalement pour sa poésie qui se concentre sur sa nostalgie de la patrie perdue. Ses œuvres lui ont valu de multiples récompenses et il a été publié dans au moins vingt-deux langues.
<br />
Dans les années 1960, Darwich a rejoint le Parti communiste d&#8217;Israël, le Rakah, mais il est plus connu pour son engagement au sein de l&#8217;Organisation de libération de la Palestine (OLP). Élu membre du comité exécutif de l&#8217;OLP en 1987, il quitte l&#8217;organisation en 1993 pour protester contre les accords d&#8217;Oslo. Après plus de trente ans de vie en exil, il peut rentrer sous conditions en Palestine, où il s&#8217;installe à Ramallah.(…)»
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<a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Darwich">http://fr.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Darwich</a>
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</p>]]></content>
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      <title>O MEU CORPO É&#8230;</title>
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      <created>2010-03-12T21:43:00+00:00</created>
		<author>
		  <name>Violeta Teixeira</name>
		  <email>violeta_teixeira@hotmail.com</email>
		  		</author>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en-US"><![CDATA[<p>Pamela Hanson
</p>
<p>
<a href="http://www.allposters.com/-st/Figurative-Photography-Posters_c58281_.htm">http://www.allposters.com/-st/Figurative-Photography-Posters_c58281_.htm</a>
</p>



<p>
O meu corpo
<br />
É
<br />
Todo um oceano
<br />
Revolto
<br />
E
<br />
Louco.
</p>
<p>
Nos portos,
<br />
No
<br />
Entanto,
<br />
Nenhum barco
<br />
Ancorado.
</p>
<p>
Por que mo
<br />
Não navegas? Por que
<br />
Não lanças
<br />
A âncora 
<br />
Do teu barco,
<br />
Em todos os portos?
</p>
<p>
Fá-lo!
<br />
Escolhe, como entrada
<br />
Da navegação,
<br />
A descoberta da
<br />
Boca 
<br />
De uma vaga
<br />
Brava.
</p>
<p>
Ei-la! Aberta.
<br />
O que espera
<br />
O teu aprumado barco, 
<br />
Para
<br />
Navegá-la?
</p>

<p>
Violeta Teixeira, inédito 
<br />

</p>]]></content>
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