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    <title>Partos de Pandora</title>
    <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/</link>
    <description></description>
    <dc:language>pt</dc:language>
    <dc:creator>violeta_teixeira@hotmail.com</dc:creator>
    <dc:rights>Copyright 2010</dc:rights>
    <dc:date>2010-09-02T13:48:00+00:00</dc:date>
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    <item>
      <title>«CRIADOR DE ANARQUIAS&#8230;»</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/criador_de_anarquias/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Citações</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>
«Criador de anarquias sempre me pareceu o papel digno de um intelectual - dado que a inteligência desintegra e a análise estiola.» 
<br />
Fernando Pessoa, in &#8220;O Eu Profundo&#8221; 
</p>
<p>
<a href="http://www.citador.pt/citacoes.php?Anarquia=Anarquia&amp;cit=1&amp;op=8&amp;theme=1005&amp;firstrec=0">http://www.citador.pt/citacoes.php?Anarquia=Anarquia&amp;cit=1&amp;op=8&amp;theme=1005&amp;firstrec=0</a>
</p>

<p>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=fSvHrWsuS1Y&amp;feature=related">http://www.youtube.com/watch?v=fSvHrWsuS1Y&amp;feature=related</a>
</p>
]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-09-02T12:48:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>VIDA</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/vida8/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Reflexões</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[
<p>
«Orientar Filosoficamente a Vida 
<br />
A ânsia de uma orientação filosófica da vida nasce da obscuridade em que cada um se encontra, do desamparo que sente quando, em carência de amor, fica o vazio, do esquecimento de si quando, devorado pelo afadigamento, súbito acorda assustado e pergunta: que sou eu, que estou descurando, que deverei fazer? 
<br />
O auto-esquecimento é fomentado pelo mundo da técnica. Pautado pelo cronómetro, dividido em trabalhos absorventes ou esgotantes que cada vez menos satisfazem o homem enquanto homem, leva-o ao extremo de se sentir peça imóvel e insubstituivel de um maquinismo de tal modo que, liberto da engrenagem, nada é e não sabe o que há-de fazer de si. E, mal começa a tomar consciência, logo esse colosso o arrasta novamente para a voragem do trabalho inane e da inane distracção das horas de ócio. 
<br />
Porém, o pendor para o auto-esquecimento é inerente à condição humana. O homem precisa de se arrancar a si próprio para não se perder no mundo e em hábitos, em irreflectidas trivialidades e rotinas fixas. 
<br />
Filosofar é decidirmo-nos a despertar em nós a origem, é reencontrarmo-nos e agir, ajudando-nos a nós próprios com todas as forças. 
<br />
Na verdade a existência é o que palpavelmente está em primeiro lugar: as tarefas materiais que nos submetem às exigências do dia-a-dia. Não se satisfazer com elas, porém, e entender essa diluição nos fins como via para o auto-esquecimento, e, portanto, como negligência e culpa, eis o anelo de uma vida filosóficamente orientada. E, além disso, tomar a sério a experiência do convívio com os homens: a alegria e a ofensa, o êxito e o revés, a obscuridade e a confusão. Orientar filosoficamente a vida não é esquecer, é assimilar, não é desviar-se, é recriar intimamente, não é julgar tudo resolvido, é clarificar. 
<br />
São dois os seus caminhos: a meditação solitária por todos os meios de consciencialização e a comunicação com o semelhante por todos os meios da recíproca compreensão, no convívio da acção, do colóquio ou do silêncio.» 
</p>
<p>
Karl Jaspers, in &#8216;Iniciação Filosófica&#8217; 
</p>


<p>
<a href="http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&amp;refid=200410060928&amp;author=20388">http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&amp;refid=200410060928&amp;author=20388</a>
</p>


<p>

</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-09-02T12:44:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>DA ESCRITA. DA VIDA</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/da_escrita_da_vida/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>
Esmigalham-me os mitos, a magia
<br />
Dos signos móveis, do fantasmático
<br />
Da imaginação, o gosto feérico dos lumes
<br />
Vermelhos, nos olhos dos astros, a mania
<br />
Do requinte esquisido das imagens, do rebuscado
<br />
Raffiné das metáforas desmesuradas, das
<br />
Antíteses hiperbólicas, do oximoro, da ambivalência
<br />
Dos meus Egos ramificados, em floração explosiva,
<br />
Da arrumação concertada e desconcertante
<br />
Das múltiplas vozes que me não conhecem, mas me
<br />
Abordam nas esquinas mais escusas dos poemas.
</p>
<p>
E me arrastam, compulsivas, pelos bas-fonds
<br />
Da depravação anilada de componentes
<br />
Aceitáveis, agradáveis, irresistivas, 
<br />
Como cerejas ou morangos, sementes de papoulas
<br />
Vermelhas ou «charros» de cannabis, com chocolate
<br />
De avelãs nos lábios, cognac nos mamilos, ou sangues
<br />
Escorrentes nas pernas que se oferecem,
<br />
Lascivas, nos passeios libérrimos da escrita.
</p>
<p>
Pernas beijadas com furores loucos e mansos,
<br />
Na borda das crateras das luas cheias,
<br />
Para júbilo dos sóis, amanhecidos em charcos
<br />
De sémen ou em farrapos brancos de nuvens.
</p>
<p>
Tudo se me esmigalham os predadores do sonho,
<br />
Da volúpia, da violência, da seiva, do sangue.
<br />
Da errância alternativa da escrita.
<br />
Da vida.
</p>

<p>
Violeta Teixeira, inédito?
</p>
<p>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=TszJoHwPetg&amp;feature=related">http://www.youtube.com/watch?v=TszJoHwPetg&amp;feature=related</a>
</p>
<p>

</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-09-02T12:35:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>ABANDONO</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/abandono2/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Reflexões</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>
«Se os outros me abandonam é porque devo estar a aproximar-me do essencial.» 
</p>
<p>
 Casimiro de Brito, in &#8220;Arte da Respiração&#8221; 
<br />
      
</p>
<p>
Casimiro de Brito . Poeta, romancista, contista e ensaísta. 
<br />
Nasceu no Algarve, em 1938, onde estudou (depois em Londres) e viveu até 1968. Depois de uns anos na Alemanha passou a viver em Lisboa. Teve várias profissões mas actualmente dedica-se exclusivamente à literatura. 
<br />
Começou a publicar em 1957 (Poemas da Solidão Imperfeita) e, desde então, publicou mais de 40 títulos. Dirigiu várias revistas literárias, entre elas &#8220;Cadernos do Meio-Dia&#8221; (com António Ramos Rosa), os Cadernos &#8220;Outubro/ Fevereiro/ Novembro&#8221; (com Gastão Cruz) e &#8220;Loreto 13&#8221; (órgão da Associação Portuguesa de Escritores). Actualmente é responsável pela colaboração portuguesa na revista internacional “ Serta ” . 
<br />
Esteve ligado ao movimento &#8220;Poesia 61&#8221;, um dos mais importantes da poesia portuguesa do século XX. Ganhou vários prémios literários, entre eles o Prémio Internacional Versilia, de Viareggio, para a &#8220;Melhor obra completa de poesia&#8221;, pela sua Ode &amp; Ceia (1985), obra em que reuniu os seus primeiros dez livros de poesia. 
<br />
Colabora nas mais prestigiadas revistas de poesia e tem obras suas incluídas em mais de 160 antologias, publicadas em vários países. 
<br />
Participou em inúmeros recitais, festivais de poesia, congressos de escritores, conferências, um pouco por todo o mundo. 
<br />
Director de festivais internacionais de poesia de Lisboa, Porto Santo (Madeira) e Faro. Foi vice-presidente da Associação Portuguesa de Escritores, presidente da Association Européenne pour la Promotion de la Poésie, de Lovaina e é presidente do P.E.N. Clube Português. Obras suas foram gravadas para a Library of the Congress, de Washington. 
<br />
Foi agraciado pela Academia Brasileira de Filologia, do Rio de Janeiro, com a medalha Oskar Nobiling por serviços distintos no campo da literatura — entre outras distinções. Conselheiro da Associação Mundial de Haiku, de Tóquio. Nomeado “Embaixador Mundial da Paz” (Genebra, 2006). 
<br />
A Académie Mondiale de Poésie (da Fundação Martin Luther King), galardoou-o em 2002 com o primeiro Prémio Internacional de Poesia Leopold Sédar Senghor, pela sua carreira literária. Ganhou o Prémio Europeu de Poesia Aleramo-Mario Luzi, para o “Melhor Livro de Poesia Estrangeiro publicado em Itália em 2004”. 
<br />
Tem traduzido poesia de várias línguas, sobretudo do japonês e foi traduzido para galego, espanhol, catalão, italiano, francês, corso, inglês, alemão, flamengo, holandês, sueco, polaco, esloveno, servocroata, macedónio, grego, romeno, búlgaro, húngaro, albanês, russo, árabe, hebreu, chinês e japonês. 
<br />
 
<br />
<a href="http://www.triplov.com/casimiro_de_brito/">http://www.triplov.com/casimiro_de_brito/</a>
</p>
<p>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=64Xm1WfQi9Q">http://www.youtube.com/watch?v=64Xm1WfQi9Q</a>
<br />

</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-08-29T12:26:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>JEAN HONORÉ FRAGONARD</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/jean_honore_fragonard/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Citações</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Jean Honoré Fragonard 
</p>
<p>
Pintor francês, Jean Honoré Fragonard nasceu a 5 de Abril de 1732, em Grasse, no sul de França. Aos dezoito anos iniciou os seus estudos de pintura, em Paris, com Jean-Baptiste Chardin. Posteriormente frequentou o atelier do famoso pintor barroco François Boucher, cuja obra o marcou significativamente. Em 1752, Fragonard ganhou o Prix de Rome, e foi estudar com o pintor Carle Van Loo. Quatro anos mais tarde iniciou a sua viagem por Itália, onde conheceu a obra pictórica de Giovanni Battista Tiepolo e de pintores romanos ligados ao período barroco, como Pietro da Cortona. Visitou ainda Veneza, Nápoles e outras cidades, sempre acompanhado pelo abade de S. Non. Realizou neste período inúmeros desenhos e ilustrações, assim como pinturas ligadas a temas religiosos e históricos. 
<br />
Fragonard permaneceu em Itália por seis anos e, em 1765 voltou Paris, procurando trabalho no restrito círculo da corte de Luís XV. Neste ano realizou um desenho para reprodução em tapeçaria de Gobelins, por encomenda do próprio rei, denominado &#8220;Callinhoe&#8221;. 
<br />
Desenvolveu então um estilo pessoal, influenciado por Boucher, por Rubens e por Tiepolo, que se caracterizava pela frivolidade dos temas (cenas da vida contemporânea e do quotidiano da corte, representando geralmente damas da corte e seus amantes em poses elegantes e graciosas) e pelas composições requintadas, nas quais combinava linhas fluidas e curvas com um cromatismo cuidado e sensual. Tornou-se, nestes anos um dos expoentes máximos do estilo Rococó em França, assumindo-se como o mais original tradutor da atmosfera cortesã e idílica, altamente artificiosa e ociosa. 
<br />
De entre as suas pinturas mais conhecidas salientam-se as séries de painéis decorativos realizados para o Castelo de Louveciennes, sob encomenda da famosa Madame du Barry, a favorita do rei Luís XV. Uma das suas obras primas, &#8220;O Baloiço&#8221;, pintada aproximadamente em 1768, representa uma rapariga sentada num baloiço, imersa num jardim luxuriante e denso, enquanto o amante a observa. Esta figura, fortemente iluminada e acentuada por um cromatismo intenso em tons de vermelho, destaca-se do fundo verde, constituindo o foco da composição. 
<br />
A Revolução Francesa, que estalou em 1789 destruiu o idílico mundo social assim como a clientela que suportava ideológica e esteticamente a pintura de Fragonard. Incapaz de acompanhar a evolução política e cultural da sociedade francesa pós-revolucionária, o pintor arruinou-se, vivendo os seus últimos anos de vida em situação de miséria. 
<br />
Fragonard morreu em 22 de Agosto de 1806, em Paris.
</p>
<p>
<a href="http://www.infopedia.pt/$jean-honore-fragonard">http://www.infopedia.pt/$jean-honore-fragonard</a>
</p>
<p>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=-y06X-YuCkc">http://www.youtube.com/watch?v=-y06X-YuCkc</a>
<br />

</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-08-29T11:50:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>LA GORGE DU TEMPS</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/la_gorge_du_temps/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>
 By Michael J. Austin
</p>


<p>
Les rives rouges et cuivrées
<br />
Sont des braises, au fond de mes
<br />
Yeux. Je m’assieds, tout en
<br />
Remplissant de terre la paume
<br />
De mes mains. Les eaux du fleuve
<br />
Coulent. Coulent, sans cesse.
<br />
Coulent vers l’océan du froid,
<br />
Dont je fais semblant de n’y pas penser,
<br />
Mais, hâtées, les braises s’effacent.
<br />
Et, au fond de mes yeux le vent épand
<br />
Des cendres, dans la gorge du temps.
</p>

<p>
Violeta Teixeira, inédito
</p>

<p>
ttp://video.google.com/videoplay?docid=-8274121260876748807#docid=6952560015073304904
</p>
]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-08-28T17:37:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>TOLERÂNCIA</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/tolerancia2/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Reflexões</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>
«(,,,) A antropóloga Françoise Héritier interroga-se sobre a noção de intolerância Como mediadora entre o Eu e o Outro. Os Gregos conhecem já uma tolerância 
<br />
Ínima em relação ao Outo, o bárbaro, mesmo no decurso das guerras, se bem que implicasse o respeito das crenças e o respeito da vida depois do final dos combates. 
<br />
A revolta da consciência a alguns actos que a inspiram é, para Françoise Héritier, uma componente estrutural omnipresente, independentemente da diversidade das culturas. 
<br />
As condutas de intolerância tê, contudo,assolado a nossa História. O termo tolerância só teve, com efeito, uma conotação positiva, a partir do século XIX com o livre pensamento. Deverá, 
<br />
então, hoje, tolerar-se a intolerância? A autocrítica das suas próprias convicções, face às dos outros, vai da atitude de aceitar o adversário tal como ele é, da atitude de desprezo ao reconhecimento duma 
<br />
verdade exterior a nós. Mas aceitar a intolerância sem protestar não será aceitar, de facto, a injustiça? 
<br />
(…)» 
<br />
In Jean- Pierre Changeux, UMA MESMA ÉTICA para TODOS ?, Instituto Piaget, 1998 
<br />
Françoise Héritier 
<br />
Françoise Héritier 
<br />
Anthropologue et ethnologue française 
<br />
XXe siècle 
<br />
Strasbourg, 2009 
<br />
________________________________________ 
<br />
Naissance 15 novembre 1933 
<br />
Nationalité France 
<br />
École/tradition Structuralisme 
<br />
Influencé par Claude Lévi-Strauss 
<br />
Françoise Héritier (Françoise Izard, Françoise Augé-Héritier, Françoise Héritier-Augé), née le 15 novembre 1933[1], est une anthropologue française. Elle a succédé à Claude Lévi-Strauss au Collège de France, inaugurant la chaire d’« étude comparée des sociétés africaines ». Lévi-Strauss voyait en elle son successeur[2]. 
<br />
Dans la continuité du principal théoricien du structuralisme, elle approfondit la Théorie de l’Échange et celle de la Prohibition de l’inceste, établies communément sur la notion de circulation des femmes. 
<br />
Françoise Héritier avance le concept de l’« identique » et de sa « frustration répulsive », reprenant dès lors les approches de Lévi-Strauss et celle de l’anglais Alfred Radcliffe-Brown. 
<br />
Françoise Héritier s’appuiera avant tout sur les notions de « nature » et d’« environnement » dans les conceptions des sociétés étudiées. 
<br />
Son successeur à la chaire d’anthropologie est Philippe Descola. 
<br />
Elle est membre du comité de parrainage de la Coordination française pour la Décennie de la culture de paix et de non-violence. 
<br />
Elle soutient, depuis sa création en 2001, le fonds associatif Non-Violence XXI. 
<br />
Elle est l’une des personnalités à l’origine de la création de la chaîne de télévision Arte [réf. nécessaire]. 
<br />
Sur les différences homme/femme [modifier] 
<br />
Certains chercheurs estiment en 2007 que les différences physiques des femmes et des hommes en termes de taille, de poids, de force, pourraient ne pas être une donnée biologique originelle, mais « une différence construite » due à « une pression de sélection » imposée par l’homme pour reprendre les termes de l’anthropologue française Françoise Héritier en 2007 [3]. 
<br />
Plus précisément, selon Françoise Héritier : 
<br />
« L’alimentation des femmes a toujours été sujette à des interdits. Notamment dans les périodes où elles auraient eu besoin d’avoir un surplus de protéines, car enceintes ou allaitantes – je pense à l’Inde, à des sociétés africaines ou amérindiennes. Elles puisent donc énormément dans leur organisme sans que cela soit compensé par une nourriture convenable ; les produits « bons », la viande, le gras, etc. étant réservés prioritairement aux hommes. (..) Cette « pression de sélection » qui dure vraisemblablement depuis l’apparition de Néandertal, il y a 750 000 ans, a entraîné des transformations physiques. A découlé de celà le fait de privilégier les hommes grands et les femmes petites pour arriver à des écarts de taille et de corpulence entre hommes et femmes[3]. » 
<br />
Publications [modifier] 
<br />
• Françoise Izard-Héritier et Michel Izard, Aspects humains de l’aménagement hydro-agricole de la vallée du Sourou, Antony, Les auteurs, 1958. 
<br />
• Françoise Izard-Héritier et Michel Izard, Bouna, monographie d’un village pana de la vallée du Sourou, Haute-Volta, Antony, Les auteurs, 1958. 
<br />
• Françoise Izard-Héritier et Michel Izard, Les Mossi du Yatenga. Étude de la vie économique et sociale, Antony, Les auteurs, 1959. 
<br />
• Françoise Héritier, L’Exercice de la parenté, Paris, Gallimard ; Le Seuil, 1981. 
<br />
• Françoise Héritier-Augé, Leçon inaugurale, faite le 25 février 1983, Collège de France, chaire d’étude comparée des sociétés africaines, Paris, Collège de France, 1984. 
<br />
• Françoise Héritier-Augé et Élisabeth Copet-Rougier (édition et présentation), Les complexités de l’alliance, Vol. I, Les Systèmes semi-complexes, Montreux, Gordon and Breach Science Publishers ; Paris, Éditions des Archives contemporaines, 1990. 
<br />
• Françoise Héritier-Augé (dir.), Les musées de l’éducation nationale, Mission d’étude et de réflexion, rapport au ministre d’État, ministre de l’éducation nationale, rédaction par Maurice Godelier, Étienne Guyon, Maurice Mattauer, Philippe Taquet et al. ; mars 1990, revu et corrigé en février 1991, Paris, La Documentation française, 1991. 
<br />
• Le Corps en morceaux, Moitiés d’hommes, pieds déchaussés et sauteurs à cloche-pied, terrain no 18, mars 1992 [1] 
<br />
• Françoise Héritier-Augé et Élisabeth Copet-Rougier (édition et présentation), Les complexités de l’alliance, Vol. III, Économie, politique et fondements symboliques, Afrique, Paris et Bruxelles, Éditions des Archives contemporaines ; Yverdon, Gordon and Beach science publications, 1993. 
<br />
• Françoise Héritier-Augé et Élisabeth Copet-Rougier (édition et présentation), Les complexités de l’alliance, Vol. IV, Économie, politique et fondements symboliques, Paris et Bruxelles, Éditions des Archives contemporaines ; Yverdon, Suisse, Gordon and Beach science publications, 1994. 
<br />
• Françoise Héritier, Boris Cyrulnik et Aldo Naouri avec la collaboration de Dominique Vrignaud et Margarita Xanthakou, De l’inceste, Paris, Éditions Odile Jacob, 1994. 
<br />
• Françoise Héritier, Les deux soeurs et leur mère : anthropologie de l’inceste, Paris, Éditions Odile Jacob, 1994 ; rééd. 1997. (ISBN 2-7381-0523-8) 
<br />
• Françoise Héritier, De la violence I, séminaire de Françoise Héritier, avec les contributions de Étienne Balibar, Daniel Defert, Baber Johansen, et al., Paris, Éditions Odile Jacob, 1996. (ISBN 2-7381-0408-8). Exposés présentés dans le cadre du séminaire de F. Héritier au Collège de France, janvier-mars 1995 ; rééd. 2005. (ISBN 2-7381-1605-1) 
<br />
• Françoise Héritier, Masculin-Féminin I. La pensée de la différence, Paris, Éditions Odile Jacob, 1996 ; rééd. 2002. 
<br />
• Étienne-Émile Baulieu, Françoise Héritier, Henri Leridon (dir.), Contraception, contrainte ou liberté ?, Actes du colloque organisé au Collège de France, 9 et 10 octobre 1998, Paris, Éditions Odile Jacob, 1999. (ISBN 2-7381-0722-2) 
<br />
• Françoise Héritier,De la violence II, séminaire de Françoise Héritier, avec les contributions de Jackie Assayag, Henri Atlan, Florence Burgat, et al., Paris, Éditions Odile Jacob, 1999. (ISBN 2-7381-1625-6). Exposés présentés dans le cadre du séminaire de F. Héritier au Collège de France, 1996-1997 ; rééd. 2005. (ISBN 2-7381-0624-2) 
<br />
• Françoise Héritier, Masculin-Féminin II. Dissoudre la hiérarchie, Paris, Éditions Odile Jacob, 2002. (ISBN 2-7381-1090-8) 
<br />
• Françoise Héritier et Margarita Xanthakou (dir.), Corps et affects, Paris, Éditions Odile Jacob, 2004. (ISBN 2-7381-1522-5) 
<br />
• Françoise Héritier, Masculin-Féminin, 2 vol., Paris, Éditions Odile Jacob, 2007. Réédition de volumes parus séparément, comprend : I, La pensée de la différence ; II, Dissoudre la hiérarchie. (ISBN 978-2-7381-2040-3) (vol. 1) ; (ISBN 978-2-7381-2041-0) (vol. 2) 
<br />
• Françoise Héritier, L’identique et le différent : entretiens avec Caroline Broué, La Tour-d’Aigues, Éditions de l’Aube, 2008. (ISBN 978-2-7526-0424-8) 
<br />
• Françoise Héritier, Retour aux sources, Paris, Éditions Galilée, 2010. (ISBN 978-2-7186-0833-4) 
<br />
• Françoise Héritier, Hommes, femmes : la construction de la différence, Paris, Édition Le Pommier, 2010. (ISBN 978-2-7465-0508-7) 
</p>

<p>
<a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7oise_H%C3%A9ritier">http://fr.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7oise_H%C3%A9ritier</a> 
<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=AAnzv8_FsFk&amp;feature=related">http://www.youtube.com/watch?v=AAnzv8_FsFk&amp;feature=related</a> 
</p>
]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-08-28T11:51:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>PARCAS</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/parcas/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Citações</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>percyjacksonbr.com
</p>

<p>
Em Roma, as Parcas (equivalentes às Moiras na mitologia grega) eram três deusas: Nona (Cloto), Décima (Láquesis) e Morta(Átropos).
<br />
Determinavam o curso da vida humana, decidindo questões como vida e morte, de maneira que nem Júpiter (Zeus) podia contestar suas decisões. Nona tecia o fio da vida, Décima cuidava de sua extensão e caminho, Morta cortava o fio. Eram também designadas fates, daí o termo em ingles &#8220;fate"(destino) é interessante notar que em Roma se tinha a estrutura de calendário solar para os anos, e lunar para os atuais meses. A gravidez humana é de nove luas, não nove meses; portanto Nona tece o fio da vida no útero materno, até a nona lua; Décima representa o nascimento efetivo, o corte do cordão umbilical, o início da vida terrena, o individuo definido, a décima lua. Morta é a outra extremidade, o fim da vida terrena, que pode ocorrer a qualquer momento.
</p>
<p>
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parcas">http://pt.wikipedia.org/wiki/Parcas</a>
</p>
<p>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=WYqGlWLKfBA">http://www.youtube.com/watch?v=WYqGlWLKfBA</a>
</p>
]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-08-27T16:56:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>ADORMECE!</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/adormece1/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>
versosencinados.blogspot.com
</p>


<p>
Adormece! A morte abre a porta. Deixa-la entrar!
<br />
Sentar-se-á. Olhar-te-á. Que importa! Dormes.
<br />
Dormes. Serena, como a boneca de porcelana,
<br />
Despenteada. Pernas quebradas, mas a abraças,
<br />
E sonhas a criança. Essa mesma! Abraça-a!
<br />
A morte, tenta acordar-te. Átropos prepara-se
<br />
Para cortar a trama tecida. Dorme! O corte é doce.
<br />
Acordarás outra. Orquídea roxa. Pedra granítica.
<br />
Música nas veias de fontes, antes, secas. Dorme!
<br />
Abraça a boneca de porcelana! Essa mesma!
<br />
A da criança! A sepultada, no poema. Eterna! 
</p>
<p>
Violeta Teixeira, inédito
</p>
<p>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Zi8vJ_lMxQI&amp;feature=related">http://www.youtube.com/watch?v=Zi8vJ_lMxQI&amp;feature=related</a>
</p>
<p>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=k1-TrAvp_xs&amp;feature=related">http://www.youtube.com/watch?v=k1-TrAvp_xs&amp;feature=related</a>
</p>

]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-08-27T16:51:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>SILÊNCIO E BOM SENSO</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/silncio_e_bom_senso/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Reflexões</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>- (...) Vós quereis tentar a sorte na grande cidade, e sabeis bem que é lá que deveis gastar essa aura de valentia que a longa inacção dentro destas muralhas vos houver concedido. Procurareis também a fortuna, e devereis ser hábil a obtê-la. Se aqui aprendeste a escapar à bala de um mosquete, lá deveis aprender a saber escapar à inveja, ao ciúme, à rapacidade, batendo-vos com armas iguais com os vossos adversários, ou seja, com todos. E portanto escutai-me. Há meia hora que me interrompeis dizendo o que pensais, e com o ar de interrogar quereis mostrar-me que me engano. Nunca mais o façais, especialmente com os poderosos. Às vezes a confiança na vossa argúcia e o sentimento de dever testemunhar a verdade poderiam impelir-vos a dar um bom conselho a quem é mais do que vós. Nunca o façais. Toda a vitória produz ódio no vencido, e se se obtiver sobre o nosso próprio senhor, ou é estúpida ou é prejudicial. Os príncipes desejam ser ajudados mas não superados. 
<br />
Mas sede prudente também com os vossos iguais. Não humilheis com as vossas virtudes. Nunca falei de vós mesmos: ou vos gabaríeis, que é vaidade, ou vos vituperaríeis, que é estultícia. Deixai antes que os outros vos descubram alguma pecha venial, que a inveja possa roer sem demasiado dano vosso. Devereis ser de bastante e às vezes parecer de pouco. A avestruz não aspira a erguer-se nos ares, expondo-se a uma exemplar queda: deixa descobrir pouco a pouco a beleza das suas plumas. E sobretudo, se tiverdes paixões, não as ponhais à vista, por mais nobres que vos pareçam. Não se deve consentir a todos o acesso ao nosso próprio coração. Um silêncio cauto e prudente é o cofre da sensatez. 
</p>

<p>
Umberto Eco, in &#8216;A Ilha do Dia Antes&#8217;
</p>

<p>
<a href="http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&amp;refid=200601220900&amp;author=740&amp;theme=244">http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&amp;refid=200601220900&amp;author=740&amp;theme=244</a>
</p>

<p>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=qgDYDMnT2BQ">http://www.youtube.com/watch?v=qgDYDMnT2BQ</a>
</p>
]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-08-26T12:34:00+00:00</dc:date>
    </item>

    
    </channel>
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