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    <title>Partos de Pandora</title>
    <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/</link>
    <description></description>
    <dc:language>pt</dc:language>
    <dc:creator>violeta_teixeira@hotmail.com</dc:creator>
    <dc:rights>Copyright 2010</dc:rights>
    <dc:date>2010-03-13T22:39:00+00:00</dc:date>
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    <item>
      <title>OS CAMINHOS DA VIDA</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/os_caminhos_da_vida/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Reflexões</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Jackson Pollock
</p>
<p>
<a href="http://www.allposters.com/-sp/No-14-Gray-Posters_i1813739_.htm">http://www.allposters.com/-sp/No-14-Gray-Posters_i1813739_.htm</a>
</p>


<p>
Caminho: faixa de terra sobre a qual se anda a pé. A estrada distingue-se do caminho não só por ser percorrida de automóvel, mas também por ser uma simples linha ligando um ponto a outro. A estrada não tem em si própria qualquer sentido; só têm sentido os dois pontos que ela liga. O caminho é uma homenagem ao espaço. Cada trecho do caminho é em si próprio dotado de um sentido e convida-nos a uma pausa. A estrada é uma desvalorização triunfal do espaço, que hoje não passa de um entrave aos movimentos do homem, de uma perda de tempo. 
<br />
Antes ainda de desaparecerem da paisagem, os caminhos desapareceram da alma humana: o homem já não sente o desejo de caminhar e de extrair disso um prazer. E também a sua vida ele já não vê como um caminho, mas como uma estrada: como uma linha conduzindo de uma etapa à seguinte, do posto de capitão ao posto de general, do estatuto de esposa ao estatuto de viúva. O tempo de viver reduziu-se a um simples obstáculo que é preciso ultrapassar a uma velocidade sempre crescente. 
</p>
<p>
Milan Kundera, in &#8220;A Imortalidade&#8221; 
</p>


<p>
<a href="http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&amp;refid=200709280900&amp;author=478">http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&amp;refid=200709280900&amp;author=478</a>
</p>

]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-03-13T21:39:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>DESCE, REINCIDENTE&#8230;</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/desce_reincidente/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Stephen Hender
</p>
<p>
<a href="http://www.allposters.com/-st/Black-and-White-Photography-Posters_c6127_p4_.htm">http://www.allposters.com/-st/Black-and-White-Photography-Posters_c6127_p4_.htm</a>
</p>

<p>
Desce, reincidente,
<br />
Todos os lanços que a levam,
<br />
Parece-lhe, ao tempo
<br />
Verde-verde e tenro
<br />
Do se não lembra,
<br />
No hoje.
</p>
<p>
Embalde, insiste, obsessiva,
<br />
Na descida ao tão longe
<br />
Da vista enevoada
<br />
Do hoje.
</p>
<p>
Encontra, apenas,
<br />
No tempo do se recorda,
<br />
Uma garota, como a fêmea 
<br />
Do sempre,
<br />
Solitária e triste.
</p>

<p>
Violeta Teixeira, inédito
<br />

</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-03-13T21:06:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>FARIA ANOS HOJE</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/faria_anos_hoje/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Citações</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.arabicnadwah.com/bookreviews/darwish-huleileh.htm">http://www.arabicnadwah.com/bookreviews/darwish-huleileh.htm</a>
</p>
<p>
PALESTINA
<br />
 
<br />
As nossas tristezas escondemo-las nas jarras, temendo
<br />
Que os soldados as vejam e celebrem o cerco…
<br />
Escondemo-las por futuras causas,
<br />
Tendo em vista uma celebração,
<br />
Uma surpresa ao longo do caminho.
<br />
Quando a vida for normal,
<br />
Sentiremos tristeza como toda a gente, por pessoais motivos
<br />
Hoje ocultados pelos grandes slogans.
<br />
Esquecemos as nossas pequenas chagas que sangravam.
<br />
Amanhã, quando o sítio sarar,
<br />
Sentiremos os seus efeitos secundários.
</p>
<p>
Extraído de État de siège, poema de Mahmoud Darwich, tradução francesa de Elias Sanbar, Arles, 2004;(Tradução da versão francesa de Elias Sanbar por Júlio Henriques)
</p>
<p>
Nota: enviado por Amélia Pais
</p>
<p>
 «Mahmoud Darwich , né le 13 mars 1941 à Al-Birwah en Galilée (Palestine sous mandat britannique) et mort le 9 août 2008 à Houston (Texas, États-Unis), est une des figures de proue de la poésie palestinienne.
<br />
Profondément engagé dans la lutte de son peuple, il n&#8217;a pour autant jamais cessé d&#8217;espérer la paix et sa renommée dépasse largement les frontières de son pays. Il est le président de l&#8217;Union des écrivains palestiniens. Il a publié plus de vingt volumes de poésie, sept livres en prose et a été rédacteur de plusieurs publications, comme Al-jadid - - Le nouveau), Al-fajr ; - L&#8217;aube), Shu&#8217;un filistiniyya ; - Affaires palestiniennes) et Al-Karmel  . Il est reconnu internationalement pour sa poésie qui se concentre sur sa nostalgie de la patrie perdue. Ses œuvres lui ont valu de multiples récompenses et il a été publié dans au moins vingt-deux langues.
<br />
Dans les années 1960, Darwich a rejoint le Parti communiste d&#8217;Israël, le Rakah, mais il est plus connu pour son engagement au sein de l&#8217;Organisation de libération de la Palestine (OLP). Élu membre du comité exécutif de l&#8217;OLP en 1987, il quitte l&#8217;organisation en 1993 pour protester contre les accords d&#8217;Oslo. Après plus de trente ans de vie en exil, il peut rentrer sous conditions en Palestine, où il s&#8217;installe à Ramallah.(…)»
</p>

<p>
<a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Darwich">http://fr.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Darwich</a>
</p>

<p>

</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-03-13T20:44:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>O MEU CORPO É&#8230;</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/o_meu_corpo_e/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Pamela Hanson
</p>
<p>
<a href="http://www.allposters.com/-st/Figurative-Photography-Posters_c58281_.htm">http://www.allposters.com/-st/Figurative-Photography-Posters_c58281_.htm</a>
</p>



<p>
O meu corpo
<br />
É
<br />
Todo um oceano
<br />
Revolto
<br />
E
<br />
Louco.
</p>
<p>
Nos portos,
<br />
No
<br />
Entanto,
<br />
Nenhum barco
<br />
Ancorado.
</p>
<p>
Por que mo
<br />
Não navegas? Por que
<br />
Não lanças
<br />
A âncora 
<br />
Do teu barco,
<br />
Em todos os portos?
</p>
<p>
Fá-lo!
<br />
Escolhe, como entrada
<br />
Da navegação,
<br />
A descoberta da
<br />
Boca 
<br />
De uma vaga
<br />
Brava.
</p>
<p>
Ei-la! Aberta.
<br />
O que espera
<br />
O teu aprumado barco, 
<br />
Para
<br />
Navegá-la?
</p>

<p>
Violeta Teixeira, inédito 
<br />

</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-03-12T21:43:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>ESCRITA</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/escrita8/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Reflexões</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://fowlergenealogy.com/images/Fowler-crest.gif">http://fowlergenealogy.com/images/Fowler-crest.gif</a>
</p>

<p>
«Um escritor exprime-se em palavras que já foram usadas porque elas exprimem melhor a sua ideia do que ele mesmo o pode fazer, ou porque são belas e espirituosas, ou porque espera que elas toquem uma corda de associação na mente do seu leitor, ou porque deseja mostrar que é culto e lido. As citações devidas a este último motivo falham invariavelmente: o leitor inteligente descobre-o e passa a desprezar o autor; o leitor menos avisado talvez fique impressionado, mas ao mesmo tempo sente repulsa, pois as citações pretensiosas são o caminho mais seguro para o tédio.» 
</p>
<p>
Henri Watson Fowler (1858-1933) e F.G.Fowler (1870-1918), in &#8216;Dicionário Inglês do Uso Moderno&#8217; 
</p>
<p>
Henri Watson Fowler 
<br />
Inglaterra
<br />
[1858-1933]
</p>
<p>
<a href="http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&amp;refid=200406040932&amp;author=20321">http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&amp;refid=200406040932&amp;author=20321</a>
</p>
]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-03-12T02:12:01+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>MANUEL DE FONSECA</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/manuel_de_fonseca/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Citações</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>
<a href="http://1.bp.blogspot.com/_262cQzElJNE/StoxklFqGaI/AAAAAAAAADc/-9ByV5Ss9Xc/s400/MF.jpg">http://1.bp.blogspot.com/_262cQzElJNE/StoxklFqGaI/AAAAAAAAADc/-9ByV5Ss9Xc/s400/MF.jpg</a>
</p>
<p>
MANUEL da FONSECA (1911-1993) 
<br />
Um dos principais autores do Neo – Realismo português. Em Lisboa se radicara desde a época dos estudos secundários, depois dos quais frequentou, por algum tempo, a Escola de Belas – Artes.
<br />
Destacou-se como poeta, contista e romancista. Publicou Rosa dos Ventos ( poesia, 1940), Planície ( poesia, 1941, na colecção Novo Cancioneiro, de Coimbra), Aldeia Nova (contos, 1942), Cerro – Maior (romance, 1943), O Fogo e as Cinzas (contos, 1951), Seara de Vento (romance, 1958), Poemas Completos (1958), Um Anjo no Trapézio (contos,1968), Templo de Solidão (contos, 1973), além de um volume de crónicas ( Crónicas Algarvias, 1986) e de uma Antologia de Fialho d´Almeida (1984). Reelaborou alguns de seus textos mais de uma vez, dando-lhes forma definitiva para a Obra Completa.
<br />
Exceptuando-se os dois últimos livros e contos, de ambiência lisboeta, trata-se de uma obra profundamente marcada pelo espaço físico e humano do Alentejo (…)
<br />
Em íntima relação com sua produção literária, Manuel da Fonseca desenvolveu uma intensa militância social, política e cultural, tendo chegado a ser preso em 1965, por ter integrado o júri que premiou Luanda, de José Luandino Vieira (…)
</p>
<p>
In: Biblos - Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua portuguesa – 1995
<br />
 
</p>
<p>
<a href="http://www.inforarte.com/cantando2/Manuel%20da%20Fonseca%20.html">http://www.inforarte.com/cantando2/Manuel%20da%20Fonseca%20.html</a>
</p>

<p>
Solidão 
</p>
<p>
Que venham todos os pobres da Terra
<br />
os ofendidos e humilhados
<br />
os torturados
<br />
os loucos:
<br />
meu abraço é cada vez mais largo
<br />
envolve-os a todos!
<br />
Ó minha vontade, ó meu desejo
<br />
— os pobres e os humilhados
<br />
todos
<br />
se quedaram de espanto!…
<br />
(A luz do Sol beija e fecunda
<br />
mas os místicos andaram pelos séculos
<br />
construindo noites
<br />
geladas solidões.)
</p>
<p>
In «Poemas Dispersos»
</p>


<p>
<a href="http://www.aventar.eu/2010/01/02/poesia-etc-%E2%80%93-manuel-da-fonseca/">http://www.aventar.eu/2010/01/02/poesia-etc-%E2%80%93-manuel-da-fonseca/</a>
</p>


]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-03-12T01:47:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>«AMOR E AMIZADE AFECTAM SEMPRE TERCEIROS»</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/amor_e_amizade_afectam_sempre_terceiros/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Reflexões</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>
The Tree of Life, Stoclet Frieze, c.1909
</p>
<p>
Gustav Klimt
</p>
<p>
<a href="http://www.allposters.com/-sp/The-Tree-of-Life-Stoclet-Frieze-c-1909-Posters_i1214452_.htm">http://www.allposters.com/-sp/The-Tree-of-Life-Stoclet-Frieze-c-1909-Posters_i1214452_.htm</a>
</p>


<p>
«Pretende-se sempre obter a mesma preferência que se conce¬de; o amor deve ser recíproco. Para se conseguir ser amado, é pre¬ciso ser-se amável; para se ser preferido, é preciso ser-se mais amável que outro, mais amável que todos os outros, pelo menos aos olhos do objecto amado. Daí, os primeiros olhares sobre os nossos semelhantes; daí, as primeiras comparações com eles, daí a emu¬lação, as rivalidades, o ciúme. Um coração penetrado de um sen¬timento que transborda gosta de se expandir: da necessidade de uma amada, em breve nasce a de um amigo. Aquele que experi¬menta a doçura de ser amado quereria sê-Io por todos, e todos não poderiam pretender ser preferidos, sem que houvesse muitos des-contentes. Com o amor e a amizade, nascem as desavenças, a an¬tipatia, o ódio. Do seio de tantas paixões diferentes, vejo a opinião que, para si mesma, erige um trono firme, e os estúpidos mortais, sujeitos ao seu domínio, basearam a sua existência nos juízos de outrém.» 
</p>
<p>
Jean-Jacques Rousseau, in &#8216;Emílio&#8217; 
</p>

<p>
<a href="http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&amp;refid=200608250900&amp;author=26&amp;theme=11">http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&amp;refid=200608250900&amp;author=26&amp;theme=11</a>
</p>
]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-03-09T01:47:01+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>«EU VOU COM AS AVES»</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/eu_vou_com_as_aves/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Citações</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Registo fotográfico da autoria de rattus
<br />
<a href="http://olhares.aeiou.pt/im_up_in_the_clouds_foto3357375.html">http://olhares.aeiou.pt/im_up_in_the_clouds_foto3357375.html</a>
</p>

<p>
</>
<br />
Poema à Mãe
<br />
No mais fundo de ti,
<br />
eu sei que traí, mãe.
<br />
Tudo porque já não sou
<br />
o menino adormecido
<br />
no fundo dos teus olhos.
<br />
Tudo porque tu ignoras
<br />
que há leitos onde o frio não se demora
<br />
e noites rumorosas de águas matinais.
<br />
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
<br />
são duras, mãe,
<br />
e o nosso amor é infeliz.
<br />
Tudo porque perdi as rosas brancas
<br />
que apertava junto ao coração
<br />
no retrato da moldura.
<br />
Se soubesses como ainda amo as rosas,
<br />
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
<br />
Mas tu esqueceste muita coisa;
<br />
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
<br />
que todo o meu corpo cresceu,
<br />
e até o meu coração
<br />
ficou enorme, mãe!
<br />
Olha - queres ouvir-me? -
<br />
às vezes ainda sou o menino
<br />
que adormeceu nos teus olhos;
<br />
ainda aperto contra o coração
<br />
rosas tão brancas
<br />
como as que tens na moldura;
<br />
ainda oiço a tua voz:
<br />
Era uma vez uma princesa
<br />
no meio de um laranjal&#8230;
<br />
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
<br />
e todo o meu corpo cresceu.
<br />
Eu saí da moldura,
<br />
dei às aves os meus olhos a beber.
<br />
Não me esqueci de nada, mãe.
<br />
Guardo a tua voz dentro de mim.
<br />
E deixo-te as rosas.
<br />
Boa noite. Eu vou com as aves.
</p>
<p>
</»
</p>
<p>
Eugénio de Andrade
</p>
]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-03-09T01:25:00+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>SOBE SÓ A RAMPA DA IDADE</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/sobe_s_a_rampa_da_idade/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>
Registo fotográfico da autoria de Violeta Teixeira/Pandora
</p>
<p>
<a href="http://olhares.aeiou.pt/a_mitica_femina_pandora_louca_desejo_do_no_foto3520050.html">http://olhares.aeiou.pt/a_mitica_femina_pandora_louca_desejo_do_no_foto3520050.html</a>
</p>


<p>
Sobe só a rampa da idade que não tem,
<br />
Segura do que, lúcida, simula, estacando
<br />
O sangue da verdade, laqueando as veias 
<br />
Da tempestade do tempo, limpando as lágrimas
<br />
Que chora para o dentro do vaso da vanidade
<br />
De todo o esforço, para o fingimento se fazer,
<br />
De facto, a realidade mais limpidamente pura.
</p>
<p>
Sobe. Sobe. Sobe a rampa da idade que não
<br />
Tem. Sobe segura do saber ser-se um ser só,
<br />
E, somente, a sós, se vai morrendo, sentada num
<br />
Canapé «handicapé», absorvendo o veneno 
<br />
Do silêncio, injectado nas nádegas do Nada.
</p>

<p>
Violeta Teixeira, inédito (VASO DE VAZIOS)
</p>
]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-03-09T01:05:01+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>DESNUDA&#45;SE</title>
      <link>http://www.mgrande.com/weblog/index.php/partosdepandora/desnuda_se/</link>
      <description></description>
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
      <content:encoded><![CDATA[<p>
Trabalho fotográfico da autoria de Violeta Teixeira/Pandora
</p>
<p>
<a href="http://olhares.aeiou.pt/desnuda-se_no_foto3498132.html">http://olhares.aeiou.pt/desnuda-se_no_foto3498132.html</a>
</p>

<p>
Desnuda-se, com vagares mornos,
<br />
De Outono, sob um céu de um branco
<br />
Gélido. Cubram-me todo o corpo,
<br />
Tombado no solo, exposto ao esquecimento
<br />
Iníquo! O tempo! O tempo não tomba!
<br />
Passa por nós! A nossa sombra! Tombam
<br />
Pássaros, árvores, phallós… Tomba tudo
<br />
O que se ama. E a mágoa cresce. Cresce 
<br />
Nas longas noites geladas, no forro íntimo
<br />
Do silêncio amargo. E corta, cerce, as raízes…
<br />
Todas as raízes, sem remorsos dos derrotados
<br />
Infelizes, contemplando, com júbilo, o gozo
<br />
Dos outros, plantados no regaço aveludado,
<br />
Do calor de um abraço, num barco ancorado.
</p>
<p>
Desnuda-se, com vagares mornos de Outono.
<br />
Cubram-me todas essas folhas! Cubram-me
<br />
Todo o corpo! Não se esqueçam das pedras!
</p>

<p>
Violeta Teixeira, inédito
</p>

<p>

</p>]]></content:encoded>
      <dc:date>2010-03-01T22:29:00+00:00</dc:date>
    </item>

    
    </channel>
</rss>