«O PARADOXO DO ENTENDIMENTO»
László Moholy-Nagy
Mas de vez em quando vinha a inquietação insuportável: queria entender o bastante para pelo menos ter mais consciência daquilo que ela não entendia. Embora no fundo não quisesse compreender. Sabia que aquilo era impossível e todas as vezes que pensara que se compreendera era por ter compreendido errado. Compreender era sempre um erro - preferia a largueza tão ampla e livre e sem erros que era não-entender. Era ruim, mas pelo menos se sabia que se estava em plena condição humana.
Clarice Lispector, in ‘Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres’
Publicado por Violeta Teixeira em 11/10 às 02:09 PM
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