NAS HORAS NUBLADAS
Trabalho fotográfico de rattus, Olhares.com
Nas horas nubladas
De lixos levitantes,
Nos cantos ácidos da memória,
Budisticamente me sento
E tento alisar a ansiedade,
Com gestos de vindimas a vir,
Em Setembros de oiro e de ocre.
Mas, cai, de súbito, o céu,
Numa espécie de loucura estática,
E o peso insiste
Em afiar arestas no poema,
Com eventos pretéritos.
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, Leiria, 1999
Publicado por Violeta Teixeira em 02/07 às 04:25 PM
Categoria • Poesia •
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