ENGOLIDA A LUA
Registo fotográfico de Violeta Teixeira/Pandora. inédito
Engolida a Lua
Pelas águas vermelhas
De um poente, vogo,
À deriva, na construção,
Sem projecto prévio,
Do que seria, suponho,
Um poema. Sem a Lua,
Todavia, resta-me,
Na página, um cinzento
Antracite de um tecido
Esgarçado, levado pelas
Asas velozes e azuis
Do vento. Com elas vão
Os meus dedos
Roxos de fracassos.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 04/10 às 03:02 PM
Categoria • Poesia •
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