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SUSPEITO


Marc Chagall

Suspeito.
Trago-o, no choco
Das mãos,
O que me não
Trago.

Apertado,
Contudo,
Com todo o esforço,
Que me não concedo.

Não venha
Algum picanço vermelho
Barulhar-me o bolbo
Embrião
Ingerminado.

Tardam-lhe
A pulsar as veias dos
Pulsos, que não
Ouço.

Mas, no fundo,
Do não sei onde, receio
Que
Um coração bata,
Em silêncio,
Numa espécie de soluço
Leve.

Ténue,
Parece-me
O de um pássaro soterrado.

Violeta Teixeira, inédito (ROSAS DE JERICHÓ)

Publicado por Violeta Teixeira em 22/04 às 12:03 AM
Categoria • Poesia

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