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SUCUMBO AO SONO
Registo fotográfico de Violeta Teixeira/Pandora- Olhares.com
Sucumbo ao sono.
Somos três corpos,
Tatuados de acentos
Conturbados.
Acordo-me. Devaneio?
Deliro?
Levantam-se e partem,
Envoltos num silêncio
Gélido.
Agasalho-me no fogo
De um cigarro:
Frémito de um pulso
Fissurado.
Não se conhecem.
Não se vêem um ao outro.
Enlouqueço?
Sorvo o sabor de
Cinzas, no rebordo
Íngreme de um reaceso
Malogro.
A um entrego o corpo
«Tout cout». Ao outro
Desaguo, debalde, o coração,
Fantasmando
O navegado no gozo
Efémero, e sem retorno.
Fumo. Fumo. E sofro.
Olhos amornados
Por um Outono absurdo.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 31/12 às 02:06 AM
Categoria • Poesia •
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