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SORVI, COMPULSIVA
Sorvi, compulsiva,
Gota a gota,
Toda a cicuta
Da minha ânfora.
Absorvo o espanto
Do poder perverso
E obscuro
Das minhas mãos.
Nebulosa aspiração!
Hoje, sou o inferno
De uma ânfora
Sem braços.
E são outras
As mãos
Que recolhem
Os cacos.
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, 1999
Publicado por Violeta Teixeira em 29/07 às 01:56 PM
Categoria • Poesia •
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