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SEMENTE RETIDA NAS RAÍZES DO ESCRITO

O rio cinge-se,
Estrito, ao mesmo leito.

Azulinas serão as águas
Do seu destino
Iniludível.

Sim. Sei-o.

Mas vão indo...Vão…
Veio a veio, as águas
Vão, sem mim… Vão indo…

Aqui, me fico.
Aqui, me vou fitando…
Ou me fingindo…

Semente retida
Nas raízes do escrito.

Violeta Teixeira, in RESINAS DE ABULIA, Magno Edições, 2003

Publicado por Violeta Teixeira em 07/07 às 11:30 PM
Categoria • Poesia

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