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SEDENTA DE SANGUE

Foto da autoria de Marta Ferreira - Olhares.com


Sedenta de sangue
Apanho-as,
A todas as rosas rubras,
A todas
A papoulas bravas dos campos
Sem ceifa, a todas as pétalas,
Sumarentas,
De um vermelho,
Uivantemente
Vivo.

A todas,
As esmago, com acentos
De silêncio
E de feroz euforia,
E trago-as líquidas,
Para o dentro das veias,
Obsessivamente
Assassinas,
Da minha amantíssima
Poesia.

Violeta Teixeira, in RESINAS DE ABULIA, Magno Edições, 2003 ( poema da 3ª voz= eu-outro)

Publicado por Violeta Teixeira em 27/04 às 02:34 AM
Categoria • Poesia

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