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SEDENTA DE SANGUE

John Germeson

Sedenta de sangue
Apanho-as,
A todas as rosas rubras,
A todas
A papoulas bravas dos campos
Sem ceifa, a todas as pétalas,
Sumarentas,
De um vermelho,
Uivantemente
Vivo.

A todas,
As esmago, com acentos
De silêncio
E de feroz euforia,
E trago-as líquidas,
Para o dentro das veias,
Obsessivamente
Assassinas,
Da minha amantíssima
Poesia.

Violeta Teixeira, in RESINAS DE ABULIA, Magno Edições, 2003


Publicado por Violeta Teixeira em 30/06 às 03:38 PM
Categoria • Poesia

uiiiii, não sejas tão vampira

Comentado por alberto correia  em  30/06  às  05:17 PM


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