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SAÚDO

Saúdo,
Do alto
Desta insónia,

Os fenos ruivos,
De fogo; a festa das
Regas e dos risos; os
Pêssegos picotados
De insectos; as mangas
Verdes, feridas de
Dentadas frescas: os figos,
Com bicadas expostas,
De melros, na carne
Arroxeada; as lagartixas,
Sem caudas, serpenteando
Paredes, limpas de sangue.

Saúdo
Sobretudo
E, saudosamente,
A criança, com folhos
De organdi, mordendo,
Com avidez, maçãs
Encarnadas, amoras
E morangos.

Violeta Teixeira, in AFLUENTES LUNARES (1º Prémio Literário Afonso Lopes Vieira – 1ª edição – 2000), co-edição Magno Edições/Câmara Municipal de Leiria, 2001

Publicado por Violeta Teixeira em 26/10 às 12:17 AM
Categoria • Poesia

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