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REBANHO ALOIRADO DE ASTROS

PARA O BLOGUISTA DARKPARK

Vertigens incrivelmente brancas
Eriçam-lhe as crinas de uma
Demência indomável.

Novelos cinzentos de nuvens
Galopam velozes os penhascos
Da sua psicose impositiva.

A lua cheia, emergente, afoga-se
No açude dos seus olhos, donde
Desagua, moribundo, um cardume
De escamas de um rubro arrogante.

Sucumbe contra a sebe de pedra
De uma pastagem de luzerna, sem
Se dar conta que, na sua presença,
Ali, ao lado, a noite apascenta
Um rebanho aloirado de astros.

Violeta Teixeira, in RESINAS DE ABULIA, Magno Edições, 2003

Publicado por Violeta Teixeira em 23/06 às 11:34 PM
Categoria • Poesia

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