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PARTO POÉTICO

Foto da autoria de Pedro-Beil- Olhares.com («Parto»)

Falta-me a tinta
Para o escrevo.

Faço-o, com seringas,
De soro e de sangue.

Escoo-me os pulsos,
E, exangue,
Morro-me, em cada
Parto poético.

Violeta Teixeira, inédito (BOLORES DE AUSÊNCIAS)

Publicado por Violeta Teixeira em 28/04 às 01:27 PM
Categoria • Poesia

Falta-me humildade para reconhecer que não alcanço toda a profundidade das palavras deste poema. Digo, então, que a alcanço plenamente porque o sinto tão parido por mim quanto a imagem que escolheste para o ilustrar. Desculpa-me.

Comentado por Pedro-beil  em  29/04  às  11:37 PM

Bom dia!

Obrigada pela visita a este meu espaço do desamor, pela foto que me ofertaste e pelo comentário. Com efeito, o leitor é, também, produtor. Logo, pariste-o. Não o parto do sujeito poético, mas um outro.

Saudações poéticas,

Violeta(s)

Comentado por Violeta Teixeira  em  30/04  às  10:51 AM


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