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OVO SEM PÁSSARO DENTRO
Os olhos,
Deixei-os, vagantes,
Recarregando a vista
De evocações de cores
E de tons raros,
Debruçados
Na orla do parapeito
Da janela mais ampla
Da mansão,
Donde trouxe, esta tarde,
O odor forte e apimentado
De um maciço de hortelã.
Nos bolsos, seis limões
E um ovo de pássaro,
Com veios
Esverdeados,
Sem pássaro dentro.
Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000
Publicado por Violeta Teixeira em 02/08 às 11:41 PM
Categoria • Poesia •
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