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OUTONO MADURO

Exibem recortes
Excêntricos.
São brasas. Labaredas,
Faiscando cobres vermelhos.
Lascivos.

Outono maduro, este!

Folhas de plátanos…
Não! Não as piso. Acaricio-as.
Recolho-as nas mãos
Ávidas de mãos.

Excitam-me os olhos…
Olhos sedentos de Sol,
Contra o muro da exclusão da
Fêmea, que me sou, com cio.

Sucumbo-me…

Maduro brasido de
Outono!

Apaguem-se-me
As pálpebras!

Sobram-me cinzas
Cínzeo - violáceas,
Esparsas no poema
Inconcluso…

Violeta Teixeira, inédito ( ORGIAS DE ESQUECINEBTO)

Publicado por Violeta Teixeira em 28/09 às 11:13 PM
Categoria • Poesia

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