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O VERDADEIRO E O FALSO

Tabalho fotográfico de rattus-Olhares.com

A primeira diligência do espírito é a de distinguir o que é verdadeiro do que é falso. No entanto, logo que o pensamento reflecte sobre si próprio, o que primeiro descobre é uma contradição. Seria ocioso procurar, neste ponto, ser-se convincente. Ninguém, há séculos, deu uma demonstração mais clara e mais elegante do caso do que Aristóteles: “A consequência, muitas vezes ridicularizada, dessas opiniões é que elas se destroem a si próprias”.

Porque, se afirmarmos que tudo é verdadeiro afirmamos a verdade da afirmação oposta, e, em consequência, a falsidade da nossa própria tese (porque a afirmação oposta não admite que ela possa ser verdadeira). E, se dissermos que tudo é falso, essa afirmação também é falsa. Se declararmos que só é falsa a afirmação oposta à nossa, ou então que só a nossa e que não é falsa, somos, todavia, obrigados a admitir um número infinito de juízos verdadeiros ou falsos.

Porque aquele que anuncia uma afirmação verdadeira, pronuncia ao mesmo tempo o juízo de que ela é verdadeira, e assim sucessivamente, até ao infinito.

Albert Camus, in “O Mito de Sísifo”

Publicado por Violeta Teixeira em 06/08 às 03:23 PM
Categoria • Reflexões

ADOREI!!! Bjs

Comentado por A Pedagoga  em  07/08  às  01:32 PM

Boa noite!

Obrigada pela visita a este meu espaço do desamor, e pelo comentário.

Violeta(s)

Comentado por Violeta Teixeira  em  09/08  às  12:04 AM


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