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O NAVIO
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Os céus, espicaçados
De medos, são chorões
Pingantes de ferrugens verdes,
Enchendo-me as barragens dos
Olhos, que te não vêem.
Náufragos «fanés»,
Bóiam-me nenúfares,
Nas bacias inavegáveis.
Esgarçam-se velas, esmigalham-se
Mastros, desfazem-se cordames.
Despedaçado o navio,
Diluiu-se o sonho
Do me navegas,
E velo, neste triste agora,
O destroço que me resto,
Deste dilúvio.
Violeta Teixeira, in RESINAS DE ABULIA, Magno Edições, 2003
Publicado por Violeta Teixeira em 30/12 às 02:53 AM
Categoria • Poesia •
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