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NO SEU PULSAR DE PEDRA
Fotografia da autoria de Fernando Nascimento
Contorço-me,
Meus braços
De polvo, nas
Tuas águas turvas.
Recolho-me,
E lanço-te,
Na pele, respingos,
Negros de apelos.
Nada te move.
As águas, em que
Navega o teu olhar,
Turvas permanecem,
No seu curso
De silêncio.
No seu pulsar de pedra.
Violeta Teixeira, in AFLUENTES LUNARES, 1º Prémio Literário Afonso Lopes Vieira, 1ª edição, 2000, co-edição Magno Edições/ Câmara Municipal de Leiria, 2001
Publicado por Violeta Teixeira em 30/04 às 09:58 AM
Categoria • Poesia •
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