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MORRE-SE SÓ

Nos subúrbios insalubres
Onde se habita
Uma subcave de cimento
E de pedra, a temperatura
Do sangue
Desce assustadoramente.

Não se ouve
A respiração do outro,
Defronte ou atrás
Da nossa porta. Sufoca-se…
Morre-se só.

Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, 1999

Publicado por Violeta Teixeira em 30/08 às 11:25 PM
Categoria • Poesia

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