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LOUCURA/ESCRITOR
A Loucura é uma Destilação Decisiva
Nestes séculos, o escritor tem mantido uma conversa com a loucura. Podemos quase dizer que o escritor do século vinte aspira à loucura. Alguns conseguiram-no, evidentemente, e ocupam lugares especiais na nossa consideração. Para um escritor, a loucura é uma destilação decisiva do eu, uma edição decisiva. É o submergir das vozes enganadoras.
Don DeLillo, in ‘Os Nomes’
In CITADOR
«Don DeLillo nasceu em 1936, em Nova Iorque, EUA. “Os Nomes” foi publicado em 1982.»
“Os Nomes”, de Don DeLillo,
na Colecção Mil Folhas
É um dos maiores escritores norte-americanos vivos, escreveu 10 romances, vários textos dramatúrgicos e inúmeras “short stories” e a sua obra continua a exercer uma profunda influência em autores como Jonathan Frazen ou Jeffrey Eugenides. Thomas Pynchon não lhe poupa elogios, Martin Amis colou-lhe o epíteto jocoso de “poeta da paranóia”.
“Tornei-me escritor por viver em Nova Iorque, vendo, ouvindo e sentindo todas as coisas grandiosas, extraordinárias e perigosas que a cidade nos mostra sem cessar. E também me tornei escritor por evitar compromissos sérios com o que quer que fosse.”
Publicado por Violeta Teixeira em 31/12 às 03:35 PM
Categoria • Reflexões •
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