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LE JOUR DE SON ANNIVERSAIRE

Obra pictórica da autoria de Marc Chagall

«Si toute vie va inévitablement vers sa fin, nous devons durant la nôtre, la colorier avec nos couleurs d’amour et d’espoir.»

Né en Russie, le 7 juillet, en 1887, Marc Chagall part en France en 1910, afin d’y approfondir ses connaissances en arts plastiques et d’y rencontrer les tenants de l’avant-garde. Cinq années plus tard, s’estimant prêt pour le retour au pays, il devient Commissaire du peuple aux Beaux-Arts, et fonde une académie où enseigne - entre autres - Malevitch. Mais, à l’instar de ce dernier, la politique russe décourage Chagall qui revient en France. Marqué par la tradition juive et le folklore russe, il élabore une iconographie très personnelle autour de figures récurrentes - le violoniste, l’acrobate, le Christ, les amoureux, la vache… - qu’il agence dans ses toiles et tapisseries de manière à restituer ses états d’âme, et notamment son angoisse à l’aube de la Seconde Guerre. La richesse poétique, le merveilleux de son oeuvre lui valent de multiples commandes : décoration de l’Opéra de Paris, du siège new-yorkais de l’ONU, du Parlement israélien… Un musée lui est consacré à Nice.
(événe.fr)
Marc Chagall (1887–1985) nasceu na Rússia numa modesta família judia da cidade de Vitebsk. Quando adulto, já vivendo de arte, fixou residência na França e nos Estados Unidos. Foi pintor, cenógrafo, ilustrador, literato.  Desenhou painéis em mosaicos e em placas cerâmicas (azulejos). 
Na denominada cerâmica de ateliê fez peças utilitárias e decorativas. Trabalhou também desenhando vitrais para igrejas e em outros locais. Foi também escultor usando mármore e outros materiais.
Seu estilo artístico absorveu elementos cubistas, surrealistas, símbolos judaicos, russos e cristãos. Chagall, que morreu aos 98 anos em sua casa em Saint-Paul-de-Vence, na França,
pode ser considerado, sem margem de dúvida, um dos artistas mais importantes do século XX.
Os Painéis em Mosaicos mais conhecidos do artista são:  Do Exílio ao Regresso, 1966, descrição do Muro das Lamentações, Jerusalém, no Knesset ( Parlamento israelita) ; A Mensagem de Ulisses, 1968, Faculdade de Direito da Universidade de Nice; O Profeta Elias, 1971, Musée National Message Biblique Marc Chagall-Nice, As Quatro Estações, 1972-Chicago-USA (fotos acima); Mosaico em sua residência em Saint-Paul-de-Vende, 1975; Moisés Salvo das Águas, 1979, Catedral de Vence.

Os Painéis Cerâmicos (azulejos) desenhados por Chagall : Vence I e II, 1962, Basiléia; O Carreteiro Sagrado, 1962 Basiléia; Bode e Figura, 1962, Basiléia, todos pertencem ao colecionador Marcus Diener, arquiteto suíço grande admirador do artista.  O painel cerâmico “A Travessia do Mar Vermelho” – 1956, medindo 3,07 x 2,31 metros, constituído de 90 placas (azulejos), decora a Igreja de Notre-Dame de Toute Grace no planalto de Assy.

No que toca à cerâmica de ateliê o artista confeccionou jarras, bandejas, pratos etc.  Chagall não se contentava em pintar, - decorar peças feitas por um oleiro –, ele fazia questão de modelar o barro com as próprias mãos.  Neste sentido seu período mais produtivo ocorreu entre 1950 e 1952 quando modelou dezenas de peças e desenhou murais cerâmicos. A partir daí, nos dez anos que se seguiram, de 1953 a 1962, produziu mais de 110 trabalhos.

Sobre a arte cerâmica disse certa vez Chagall:  “A cerâmica é a aliança do fogo com o barro, nada mais; se o que confiais ao fogo é bom, o fogo devolver-vos-á parte do seu valor, mas se o que lhe oferecer é mau, tudo se fragmenta em pedaços, e não há nada que possais fazer - o veredicto do fogo é impiedoso”.
Os primeiros contatos de Chagall com a argila foram feitos com Madame Bonneau, em Antibes. Depois com Serge Ramel, em Vence; e na olaria L’ Hospidied, em Golfe Juan.
No entanto seus trabalhos mais importantes foram confeccionados na famosa olaria de Madoura, em Vallauris, dirigida por Georges e Suzanne Ramié desde 1938. Observe-se que neste mesmo local Picasso fazia suas cerâmicas.
Chagall fez ao todo cerca de 240 trabalhos com argila reproduzidos em imagens num
catalogue raisonné compilado por Sylvie Forestier, contando com a colaboração de Meret Meyer, neta do artista.
Deve ser salientado que apesar da cerâmica não ser considerada, na maioria das vezes, uma arte com a importância da pintura e da escultura, outros conceituados pintores também usaram a argila como meio de expressão:  Picasso, Braque, Miro e outros.
Marc Chagall se considerava um cidadão do mundo e um artista universal. Não queria ser conhecido apenas como um pintor “judeu”.  Por este posicionamento foi bastante criticado,
por alguns israelitas, pelo fato de usar símbolos cristãos nos vitrais que criava para igrejas católicas.

Pesquisa, texto e fotos: Renato Wandeck

Publicado por Violeta Teixeira em 07/07 às 01:31 PM
Categoria • Citações

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