§ Comentários:


I.V.G. NÃO É CRIME

Sábado, 28 de Outubro de 2006
Por opção da mulher!!!???
À pergunta que vai ser novamente utilizada no referendo “concorda com a
despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por
opção da mulher, nas dez primeiras semanas, em estabelecimento de saúde
legalmente autorizado?” poder-se-ia dar muitas respostas…

Mas só uma resposta pode ser aqui salientada!
NÃO! CLARO QUE NÃO!
E porquê?!
Porque essa decisão não pode ser apenas POR OPÇÃO DA MULHER?

Porque uma gravidez não pode ser interrompida apenas por opção mulher!
Porque não é só a mulher que gera um filho!
Porque não é só o corpo da mulher que contribuiu para o seu nascimento!
Porque não pode ser só ela a dizer não!

A pergunta não pode ser assim! A lei não pode ditar assim! O homem tem de
fazer parte em igual circunstâncias deste processo!

Qual é o papel do homem, afinal? A sua responsabilidade?

Aprovar este referendo é o mesmo que colocar apenas nas mulheres toda a
responsabilidade de uma vida! Seria o mesmo que aprovar que só as mulheres
têm direitos e deveres sobre os filhos! Seria inutilizar o papel do
pai-progenitor! Seria voltar ao tempo dos pais incógnitos!

Se o homem tem a mesma acção que a mulher na origem do filho, ou até mais
(porque muitas mulheres têm relações sexuais coagidas - principalmente
aquelas que, por mil motivos, não têm capacidade para dizer não, nem para se
protegerem anticoncepcionalmente, nem dinheiro para ir a Espanha abortar),
então ele fica totalmente imune a esta responsabilidade?

A OPÇÃO tem de ser dos dois - mãe e pai - como a actual criminalização
teria que ser dos dois!

Pois “corremos o risco” de colocar apenas na posse das mulheres a sobrevivência
da espécie! É que com esta lei, nenhum pai pode mais dizer que vai ter um
filho, porque a mulher que ele engravidou pode simplesmente optar por não lho
querer dar!

Com esta lei, quem passa a ditar as regras da descendência é a mulher - só
dará filhos a quem muito bem entender!

E mais o que se poderá imaginar…

Por isso - e só por isso - a resposta à pergunta deste referendo só pode ser
uma: NÃO!

publicado por comunidade às 01:36 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

...
Desnecessário seria o referendo...acho.

Mais uma vez a Espanha resolve o que Portugal não consegue
Mais uma vez o governo mostra a capacidade que tem para governar este
tão pequeno país
Mais uma vez deixam que se julguem a vida de seres humanos que não pedem
para nascer
Mais uma vez fazem da Mulher um objecto e decidem o que fazer com ele
È só mais uma vez que Portugal não cresce.

publicado por comunidade às 00:28 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006
Artigo sobre o Aborto ... Referendo
Artigo
<>>>>>>>>>>>>>>

Referendo
... Sim? Ou Não?

Não caberia na cabeça de ninguém colocar em referendo uma lei estúpida que mandasse para a cadeia quem passasse por uma localidade com 50 mil habitantes, mesmo que seja uma cidade em que todos os portugueses lá pudessem vir a passar mais tarde ou mais cedo, por crer ou sem crer. Logicamente, porque a maioria dos eleitores teria enorme dificuldade em perceber a realidade local, ficando desse modo vulnerável à opinião de terceiros, o que afectaria o seu sentido de voto ou o mais provável, poderia mesmo levá-lo a não votar.

Na última campanha eleitoral para as eleições legislativas o tema “Aborto” foi posto em cima da mesa pelos partidos ditos de esquerda, de uma forma que parecia que esse era o único problema que em Portugal merecia ser discutido. Percebendo-se na altura, que seria uma questão de tempo o que nos separava de uma decisão sobre a matéria.

A solução referendo é francamente um erro, pois este é um tema que diz directamente respeito a uma franja muito pequena da população, alguma dela nem sequer tem idade para votar o que faz com que haja uma enorme probalidade da abstenção ser superior a 50% para além do facto da maioria dos eleitores ir votar baseado nas suas convicções políticas e/ou religiosas e não segundo uma reflexão séria e objectiva sobre o tema.

Ou seja, corre-se o risco da lei não ser alterada e uma qualquer jovem com 13 anos, numa qualquer “festa”, encontrar o seu príncipe encantado, descobrir a sua sexualidade, engravidar ... e depois lá vai ter que encontrar, sozinha, por sua conta e risco, a solução para proceder à interrupção voluntária da gravidez ... colocando em risco a sua própria vida e habilitando-se ainda a ir parar à cadeia por ser considerada uma criminosa ...

Para os que dizem não ao aborto, justificando com os custos para o Estado, deixo a pergunta:
- Quanto custa ao Estado, uma gravidez, mais, uma gravidez indesejada? ... E um filho indesejado, quanto pode vir a custar?
Para além das despesas que o Estado suporta em apoio clinico e social durante a gravidez, temos que considerar que obrigar uma mulher a ter um filho que não deseja, por qualquer que seja o motivo, pode criar graves sequelas na mãe e no filho ... nascendo desse modo um poço sem fundo de despesas para todos nós ...

js de http://politicatsf.blogs.sapo.pt

Publicado por Violeta Teixeira em 29/10 às 09:48 AM
Categoria • Reflexões

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