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HUMÍLIMA HOMENAGEM
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NAVEGADOR
Embala-me no batel das estrelas!
Cansam-me a cabeça as vagas!
Há muito quero acostar – cansam-me
A cabeça os sentimentos:
Hinos – louros –heróis –hidras –
Cansam-me a cabeça os jogos!
Deita-me entre ervas, carumas –
Cansam-me a cabeça as guerras…
12 de Junho de 1923
Marina Tsvetáeva
Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra
«Marina Tsvetaeva nasceu em Moscou em 1892 e, após uma vida condicionada por trágicas circunstâncias, suicidou-se em Kazan, no dia 31 de Agosto de 1941. Filha de um filólogo ilustre, de origem plebéia, professor universitário e fundador do Museu Puchkin, e de uma musicista, de ascendência alemã, aristocrata, teve sua infância marcada, como ela mesma diz, pelo exemplo de dedicação ao trabalho e pelo culto à natureza (pai), ao mesmo tempo que pelo amor à música e à poesia (mãe). Aos dezesseis anos tem seu primeiro livro de poemas acolhido pela crítica (Volóchin, Briussov) como uma revelação.
A partir deste momento abandona seus estudos musicais e dedica-se
em definitivo à poesia. Conhece a fundo a lírica européia de seu tempo (especialmente a alemã e a francesa), mas são seus conterrâneos (Blok, Akhmatova, Biéli, Mandelstamm, Maiakóvski), a
Rússia e seus temas que suscitam a pujança de sua expressão poética.
Força e refinamento junto de uma intrigante angulosidade e diversidade de estilo e de argumento, aliados a uma expressão rítmica das mais felizes situam-na, na moderna poesia russa, entre seus últimos grandes representantes: Pasternak, Mandelstamm e Akhmatova.
Apresento aqui, numa tentativa de tradução, alguns poemas
seus que acreditei representativos.»
Aurora Bernardine publicada na Revista ATRAVÉS 1
de janeiro de 1983 - Editora Martins Fontes
Publicado por Violeta Teixeira em 31/08 às 11:24 AM
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