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HUMÍLIMA HOMENAGEM

Recordo-te. Fomos colegas na Faculdade de Letras de Lisboa. O teu pai foi meu professor. De mim, recordar-te-ás?
Julgo que sim.

«Morreu Eduardo Prado Coelho

O professor Eduardo Prado Coelho morreu, este sábado de manhã, aos 63 anos. O corpo do ensaísta vai estar em câmara ardente a partir das 17:30 deste sábado no Palácio Galveias, de onde sairá no domingo a caminho do Cemitério dos Prazeres.»

( 17:22 / 25 de Agosto 07 )

TSF
Agosto 26, 2007

«Tributo a Eduardo Prado Coelho (1944-2007)
«Ao longo dos anos aprendi a admirar Eduardo Prado Coelho, não tanto talvez pela sua obra e carreira, da qual pouco conheci até ao momento, mas pela leitura das suas colunas de opinião que na maior parte das vezes me surpreendiam pela imensidão de conhecimento que este homem possuía e pela forma simples com que a transmitia, detentor de uma autêntica sabedoria ao alcance de poucos hoje em dia, comparando a frescura dos seus textos com o cinzentismo, previsibilidade e pobreza da maioria das colunas de opinião que grassam por essa imprensa fora (infelizmente). Conheci Eduardo Prado Coelho numa pequena conferência em que este dissertou sobre o prazer da leitura, e não resisti a dar-lhe a conhecer o projecto Citador, ao que este de forma simpática e diplomática teceu alguns elogios pela sua missão de divulgação da cultura.
Por todos estes motivos, e aproveitando todas as citações que recolhi das suas colunas de opinião ao longo dos anos, apresento de seguida as mesmas, como pequena mas sentida memória de mais um grande vulto da cultura que a nossa sociedade perdeu.
Tornamo-nos amigos de pessoas que não conhecemos, porque um dia descobrimos um livro delas.
(...)

A ciência resolve problemas, mas nada resolve o Problema. Escrever é descobrir que para certas coisas a ciência é inútil, que a poesia vive dessa inutilidade, e que só por isso é preciso continuar a escrever.»

Fonte MilFolhas (Público)

EDUARDO PRADO COELHO

«Nasceu em Lisboa, em 1944.
Licenciou-se em Filologia Românica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e doutorou-se em 1983, na mesma Universidade, com uma tese sobre “A Noção de Paradigma nos Estudos Literários”. Foi assistente na Faculdade de Letras de Lisboa. Em 1984, passou para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde é actualmente professor associado no Departamento de Ciências da Comunicação.
Em 1988, foi para Paris ensinar no Departamento de Estudos Ibéricos da Sorbonne - Paris 3. Entre 1989 e 1998 foi conselheiro-cultural na Embaixada de Portugal em Paris e, em 1997, director do Instituto Camões, nesta cidade.
Tem ampla colaboração em jornais e revistas e publica uma crónica semanal sobre literatura no jornal Público, para além de um comentário político quotidiano no mesmo jornal.
É autor de uma ampla bibliografia universitária e ensaística, onde se destacam um longo estudo de teoria literária Os Universos da Crítica, vários livros de ensaios O Reino Flutuante, A Palavra sobre a Palavra, A Letra Litoral, A Mecânica dos Fluidos, A Noite do Mundo e dois volumes de um diário Tudo o Que Não Escrevi (Grande Prémio de Literatura Autobiográfica da Associação Portuguesa de Escritores, 1996). Em 2004, foi-lhe atribuído o Grande Prémio de Crónica João Carreira Bom. Publicou recentemente Diálogos sobre a Fé” (com D. José Policarpo) e Dia Por Ama (com Ana Calhau).»


TÍTULOS PUBLICADOS PELA CAMPO DAS LETRAS:
SITUAÇÕES DE INFINITO

Publicado por Violeta Teixeira em 27/08 às 01:06 AM
Categoria • Citações

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