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HUMILDADE
«Descobrirás que não és a primeira pessoa a quem o comportamento humano alguma vez perturbou, assustou ou mesmo enojou. Não estás de modo nenhum sozinho nesse ponto, e isso deve servir-te de incitamento e de estímulo. Muitos, muitos homens se sentiram tão perturbados, moralmente e espiritualmente, como tu estás agora. Felizmente, alguns deles deixaram memórias dessa perturbação. Hás-de aprender com eles… se quiseres aprender. Tal como um dia, se tiveres alguma coisa para dar, alguém há-de aprender contigo. É um belo tratado de reciprocidade. E isto não é instrução. É história. É poesia.
(...) Não estou a tentar dizer-te que só os homens instruídos e com estudos estão preparados para dar alguma coisa ao mundo. Não é verdade. Mas afirmo que os homens instruídos e com estudos, se, para começar, forem inteligentes e criativos, o que infelizmente, raramente acontece, tendem a deixar atrás deles memórias mais valiosas do que os homens simplesmente brilhantes e criativos. Tendem a exprimir-se mais claramente, e normalmente têm a paixão de seguir os seus próprios pensamentos até ao fim. E, o que é mais importante, nove em cada dez vezes são mais humildes do que os pensadores sem estudos.»
J.D.Salinger, in ‘À Espera no Centeio’
«Biografias Por Algosobre
Escritor norte-americano (10/1/1919-). Um dos nomes mais importantes da literatura norte-americana deste século. Seu romance mais conhecido é O Apanhador no Campo de Centeio. Jerome David Salinger nasce em Nova York, filho de pai judeu e de mãe cristã.
Freqüenta escolas públicas e depois uma academia militar. Estuda pouco tempo nas universidades de Nova York e Columbia, mesmo período em que começa a escrever contos - alguns publica em periódicos norte-americanos. Presta serviço militar entre 1942 e 1946 e participa da II Guerra Mundial, experiência que marca sua vida e obra.
De volta aos Estados Unidos, passa a colaborar na revista The New Yorker. Em 1948 publica Um Dia Perfeito para o Peixe-Banana, livro elogiado pela crítica e sucesso de público. O Apanhador no Campo de Centeio é editado em 1951. A obra, que trata dos dramas cotidianos da juventude norte-americana, obtém êxito imediato entre a juventude universitária.
A linguagem coloquial e humorística e o jargão típico dos adolescentes revolucionam a escrita literária da época. Dois anos mais tarde, retira-se da vida pública para viver no campo. Escreve, entre outros livros, Fanny and Zooney (1961), Pra Cima com a Viga, Moçada (1962) e Seymor: Uma Introdução (1963).»
Publicado por Violeta Teixeira em 01/04 às 01:58 AM
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