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HOMENAGEM PÓSTUMA
A um colega que, há longos anos, se suicidou.
Partiste para Amares
E, no teu gesto
De despedida
Inconcluído,
Célere, um fio teceu
A distância definitiva.
Não há cais que te prenda
A Porto-de-Mós,
Não há barco nem vela
Para viajares a tua sede,
Para vestires de verde
As tuas visões saturadas,
E amanhecerem frutos
Nas copas dos teus dedos.
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, 1999
Nota: premonição do sujeito poético.
Publicado por Violeta Teixeira em 30/07 às 02:18 PM
Categoria • Poesia •
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