§ Comentários:


«FILLE DU BORD DE LA RUE»

PARA O DARKPARK

Recusa, com fúria rubra,
A senda infrutífera e néscia
Da renúncia à embriaguez lúcida
Da posse do que quer que
Seja, lícita ou ilícita.

Nada! Nada! Nem ninguém
Se atreva a travar a sua avidez,
Cujos braços alcança os ramos
Mais elevados, porque não hesita
Na apanha de toda a fruta alheia,
No pomar esplêndido da vida.

Falta de ética, a sua? Insanidade
Perversa? Pouco lhe importa o
Juízo que se possa fazer. Tudo
Quanto conquista lhe cabe na boca
Voraz, e, além disso, antes comer
Do que ser devorada. Sim! Haverá
Grandeza mais nobre do que, assim,
Abraçar todo o Universo, esse,
Sim, de uma perversidade atroz?

Não ousem lançar mão a discursos
Retóricos de pureza! Despreza-os.
São vasos d’ordure, para esta fille
Du bord de la rue que se banha em lagos
De sangue, como se foram campos de papoulas.

Violeta Teixeira, inédito ( BOLORES DE AUSÊNCIAS)

Publicado por Violeta Teixeira em 19/09 às 11:59 PM
Categoria • Poesia

Só para te deixar um abraço amigo, Violeta.
Fernanda.

Comentado por  em  20/09  às  11:14 PM

Obrigada, Fernanda!
Este poema é da minha 2º voz, voz, essa, desconhecida de mim mesma. Sei apenas que foram os meus dedos que o escreveram.

Um beijo amigo,

Violeta(s)

Comentado por Violeta Teixeira  em  22/09  às  03:10 AM


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