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ESTRANGEIRA DESTA TASCA
Paul Cézanne
Silenciosos, os «habitues»
Deste antro sórdido
Bebem e fumam, bebem…
E fumam o labor
Que não fazem…
No que me concerne,
Sou estrangeira
Desta tasca, como, aliás,
De tudo. De tudo! Por isso,
Os observo, a todos, sem
A mínima discrição, urdindo,
Do alto do meu cachimbo,
A suprema indiferença
Do Absurdo.
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, 1999
Publicado por Violeta Teixeira em 29/06 às 12:11 AM
Categoria • Poesia •
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