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ESTANGEIRA E TRISTE

Escultura de Constantin Brancusi


A Lua ajoelha-se,
Diante dos braços,
Decepados,
De um abrunheiro-bravo.

Aqui, me detenho.

Daqui,
Observo
O sublime rito.

E, daqui,
Me observo,
Enlaçada ao corpo
Daquela árvore.

Estrangeira
E triste.

Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000

Publicado por Violeta Teixeira em 31/03 às 01:13 AM
Categoria • Poesia

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