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ESCOA-SE-ME

Escoa-se-me, sobre a palidez
Da página,
Sangue de insectos e de répteis.

Fluido e esbranquiçado,
Como a seiva dos coqueiros,
Desagua no estuário
Das águas ásperas da sintaxe,

Onde se dissolve na linfa
Violácea dos meus viveiros
De versos: os imprevisíveis
E definitivos,

Afectos ao culto íntimo,
Que presto aos ritos
Heréticos.

Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000

Publicado por Violeta Teixeira em 31/07 às 03:20 PM
Categoria • Poesia

Belo poema!

Comentado por Diego  em  15/02  às  01:55 AM


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