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ENTREGO-ME

Trabalho fotográfico de Violeta Teixeira/Pandora

Vácuo. Vertigem.
Pico eufórico.

Abismo-me.
Assombro-me. Entrego-me,
O corpo, cem por cento
Químico, a corpos-outros.
Aleatórios e ilícitos.

Mas, do vício,
Logo me limpo,
Aos pespontos de um equívoco.

Violeta Teixeira, in RESINAS DE ABULIA, Magno Edições, 2003

Publicado por Violeta Teixeira em 29/03 às 01:16 AM
Categoria • Poesia

A entrega de um corpo que se presume feminino a outros corpos,numa fusão sexual sem amor, como meio de preenchimento do vazio. No fim o equívoco e a frustração do vazio continuar presente.

Um bom poema Violeta.

Fernando

Comentado por  em  29/03  às  09:36 AM

Bom dia, Fernando!
Obrigada pela visita e pela leitura perfeita do poema.
Sim! O vazio persiste no sujeito poético. E os corpos, objecto poético, são lixo ilícito.

Um abraço,

Violeta

Comentado por Violeta Teixeira  em  29/03  às  11:36 AM


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