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EMBRIAGA-TE DA TUA ARTE!

«ANCRE»

Conjugaste-me
O verbo da exclusão,
Como se me moldasses
No bronze, o rosto
Rígido da morte,

Com raízes, de luz
Apodrecida, nas
Pálpebras,

E, na boca,
Uma crispação,
Áspera e impositiva.

Embriaga-te
Da tua obra!

Como a arte
Nos toca, e

Nos liberta
Das babas da aranha!

Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2001

Publicado por Violeta Teixeira em 27/12 às 01:37 AM
Categoria • Poesia

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