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EMBALA
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Embala, nos braços
Flácidos, uma boneca
De palha, com cabelos,
Cor de framboesa,
E olhos anilados.
Embala-a, doce e suave,
Como a brisa embala,
No Verão, uma seara.
Embala a boneca que
Se fora, numa noite
Longínqua, de chuvas
E de cheias, no seu berço
De rendas de palha.
Deixemo-la serena e muda.
Embala a sua menina,
Embala-se na sua cegueira.
Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000
Publicado por Violeta Teixeira em 01/03 às 12:02 AM
Categoria • Poesia •
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