§ Comentários:


EI-LA!

Ei-la! Pisa, com leveza,
Os regos de água
De um extenso campo
De cenouras. Belíssimo!

Debruça-se. Vêem-se-lhe
Os seios! Colhe uma cenoura
Vívida, e, com dedos
De viúva jovem,
Acaricia aquela pele
Lisa, macia, apetecível.

Ei-la! Brilham-lhe os olhos
De gata. As faces empurpurecem.
Faz um calor de «lingerie»,
De seda, desfolhada.

Abrem-se-lhe os lábios
Vermelhos, trémulos,
Húmidos. Lambe e lambe…
E, docemente, a beija,
À lasciva cenoura.

Gesto de raro
Sortilégio!
A sua boca, ávida,
Devora-a.

Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, 1999

Publicado por Violeta Teixeira em 25/07 às 11:27 PM
Categoria • Poesia

Não existem comentários.

Nome:

Email:

Localização:

URL:

Ícones Expressivos

Recordar a minha informação pessoal

Notificar-me em caso de comentário?

Submeta a palavra que vê em baixo:


Seguinte: BUSCO, NUM DESCAMPADO

Anterior: HOMENAGEM A CARLOS PAREDES

Voltar