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«Então eu senti-me como um observador dos céus quando um novo planeta entra no alcance da sua vista.»
Júpiter

John Keats

Biografias de Poetas e Poetisas
JOHN KEATS

Copyright © André C S Masini, 2000
Biografia Publicada no Livro
“Pequena Coletânea de Poesias de Língua Inglesa”


Nasceu em Moorfields, Londres, a 31 de Outubro de 1795. Perdeu seu pai, que era gerente de um estábulo, em 1804 e pouco depois, em 1810, sua mãe, de tuberculose. Recebeu boa educação básica, em 1811 se tornou aprendiz de um cirurgião, e em 1815 entrou para o Guy’s Hospital para concluir sua formação médica. Suas primeiras tentativas conhecidas de escrever versos datam de 1814. Em 1816 sua primeira obra foi publicada: o poema “O solitude”, no periódico The examiner. Poucos meses depois obteve o título de clínico e cirurgião, mas decide abandonar a medicina e se dedicar exclusivamente à poesia. Em 1817 é publicado seu primeiro livro: Poems, que inicialmente recebeu algumas críticas favoráveis, mas que logo foi severamente atacado pela influente revista Blackwood’s, que o associava a Leigh Hunt, dono do The examiner, caracterizando-o como escritor vulgar de classe social inferior. Keats seguiu em frente e publicou Endymion em abril de 1818. Alguns de seus inspiradores eram Spencer, Shakespeare, Milton e Wordsworth. No verão deste ano Keats viajou pelo norte da Inglaterra e Escócia, e ao voltar dedicou-se a cuidar de seu irmão Tom, com tuberculose, que viria a morrer em dezembro. Ainda neste ano Keats conheceu e se apaixonou por Fanny Brawne, jovem vizinha da casa onde morava. Em 1919 apesar dos problemas de saúde e financeiros, escreveu poesias em grande quantidade, incluindo The Eve of St Agnes, La Belle Dame sans Merci, Ode to a Nightingale and To Autumn. Em julho de 1820 quando é publicado o livro Lamia, Isabella, The Eve of St Agnes e outros poemas, o poeta já está severamente debilitado pela doença. Partiu para a Itália em setembro, e morreu em Roma, em fevereiro de 1821, com apenas 25 anos de idade. Apesar de seu último volume ter recebido algum reconhecimento contemporâneo, não foi senão na segunda metade do século dezenove que seu lugar no romantismo inglês começou a ser reconhecido, e somente neste século foi proclamado como um dos maiores entre os poetas românticos ingleses.

Página Publicada em 28/05/2005

ESTRELA CINTILANTE

Ó, estrela cintilante! Eu seria tão inabalável quanto és –
Salvo no esplendor solitário com que sufocas as trevas,
Enquanto observas com eterna indiferença,
Qual um Anacoreta alerta e paciente, da Natureza,
O refluxo das marés em sua sacerdotal tarefa
De purificar os confins dos mares, toldados pelos homens,
Ou, fitando através de límpidas e suaves lentes,
A neve sobre as montanhas e sobre as urzes.
Não -, embora inabalável; embora imutável como tu,
Descansaria sobre um seio sereno de mulher,
A fim de sentir, para sempre, suas curvas macias e sua tumidez,
Desperto para sempre por delícias agitadas,
A escutar cada vez mais o seu arfante suspirar,
E assim, viver para sempre - ou então, agonizar até morrer.

Publicado por Violeta Teixeira em 31/10 às 09:51 AM
Categoria • Citações

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