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DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL (1640)

POEMA DO FECHO ÉCLAIR

Filipe II

tinha um colar de oiro
tinha um colar de oiro
com pedras rubis.
Cingia a cintura
com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.

Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco
a tíbia de um santo
guardada num frasco.

Foi dono da terra,
foi senhor do mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.
Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safira, topázios,
rubis, ametistas.

Tinha tudo, tudo
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.
O que ele não tinha
era um fecho éclair.

António Gedeão


«Filipe I, Rei de Portugal
Ordem: 18.º Rei de Portugal

Cognome(s): O Prudente
Início do Reinado: 17 de Abril de 1581

Término do Reinado: 13 de Setembro de 1598

Aclamação: Tomar, 17 de Abril de 1581

Predecessor: Cardeal D.Henrique

Sucessor: Filipe II

Pai: Imperador Carlos V

Mãe: Isabel de Portugal

Data de Nascimento: 21 de Março de 1527

Local de Nascimento: Valladolid, Espanha

Data de Falecimento: 13 de Setembro de 1598

Local de Falecimento: Escorial, Espanha

Consorte(s): Maria Manuela de Portugal; Maria I de Inglaterra; Isabel de Valois; Ana de Áustria

Príncipe Herdeiro: Príncipe Filipe (filho)

Dinastia: Áustria (Filipina

Filipe II de Espanha (21 de Maio de 1527 - 13 de Setembro de 1598) foi Rei de Espanha, entre 1556 e a sua morte, e Rei de Portugal, como Filipe I a partir de 1580. É conhecido em Portugal pelo cognome de O Prudente.
Filho do Imperador Carlos V e de Isabel de Portugal, governou um vasto território integrado por Aragão, Castela, Catalunha, Ilhas Canárias, Maiorca, Navarra, Galiza e Valência, Roussillon, Franco-Condado, Países Baixos, Sardenha, Córsega, Sicília, Milão, Nápoles, além de territórios ultramarinos na África (Orão, Túnis, e outros), na América e na Ásia (Filipinas).
Em termos de política externa, obteve uma significativa vitória contra os turcos-otomanos na Batalha de Lepanto (1571).
A 25 de Julho de 1554, tornou-se Rei de Inglaterra através do seu casamento com Maria I de Inglaterra. O projecto de união pessoal dos dois países falhou com a morte de Maria em 1558, antes de ter tido um filho de Filipe.
Em guerra contra a França, obteve vitórias nas batalhas de Saint-Quentin (1557) e Gravelines (1558).
Em 1580, a morte do Cardeal-Rei D. Henrique permitiu-lhe, após luta armada com seu primo D. António (que já reinava em Portugal e apesar da Legitimidade de D. António), anexar Portugal (e territórios ultramarinos) às suas já vastas possessões,pois descendia do rei Manuel I, através da sua mãe, a princesa Isabel de Portugal, filha do rei D. Manuel. Filipe não procurou intervir na política interna de Portugal e entregou o governo do país a um português de sua confiança.
Interesses económicos e religiosos levaram a guerras contra os Países-Baixos, conduzindo à emancipação da Holanda, da Zelândia e do restante das Províncias Unidas. O mesmo ocorreu com relação à Inglaterra, vindo a perder a Invencível Armada (1588), golpe de que a Espanha não se recuperaria.
Exemplo de monarca absolutista, o seu governo era exercido com o recurso de Conselheiros e de Secretários Reais, baseados em uma administração fortemente centralizada, marcada por um rigoroso fiscalismo. No plano religioso, recorreu à Inquisição contra o protestantismo em seus domínios.
Sob seu governo foi erigido um dos mais importantes monumentos da Espanha - o mosteiro do Escorial, perto de Madrid, que conta com valioso acervo artístico.
Em 1559, terminava a guerra de sessenta anos com a França com a assinatura da Paz de Cateau-Cambrésis. Parte do processo de pacificação passou pelo seu casamento com Isabelle de Valois (1545-1568), filha de Henrique II de França, que por sinal tinha sido prometida ao seu filho Carlos, descendente do seu primeiro casamento com Maria Manuela de Portugal. Isabel deu-lhe apenas duas filhas, permanecendo o rei sem descendentes masculinos. Seria apenas com o seu quarto casamento, com Ana, filha de Maximiliano II da Germânia, que nasceria o herdeiro ao trono, Filipe III de Espanha.»

In WIKIPÉDIA

Publicado por Violeta Teixeira em 01/12 às 08:18 PM
Categoria • Citações

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