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DESEO SÚBITO

Mi asalta, a veces, el deseo súbito
De rozar ciertos cuerpos con que voy
Cruzando, cuando la noche hay desciendo
Asustada sobre las arterias de la ciudad.

Me consiento, sen el mínimo pudor, en esta
Animalidad. Me consiento lo gozo de las
Imagines que convoco pera el descenso de la noche:
Ojos lucientes, cuerpos de felinos fulvos y suaves,
Mayidos lascivos de hembras en los pasadizos lunares.

Me despeño del alto del deseo. Me despedazo,
Después, en la noche infecunda: polvareda
Cósmica, ceniza negra, absurda e nula.

Violeta Teixeira, in Antologia internacional SENTIMIENTOS ENFRENTADOS, Madrid, 2005

(Tradução: Violeta Teixeira)

ASSALTA-ME, POR VEZES

Assalta-me, por vezes, o desejo súbito
De roçar certos corpos com que vou
Cruzando, quando a noite vai descendo,
Assustada, sobre as artérias da cidade.

Consinto-me, sem o mínimo pudor, esta
Animalidade. Consinto-me o gozo das
Imagens que convoco para a descida da noite:
Olhos luzentes, corpos de felinos fulvos e macios,
Mios lúbricos de fêmeas, nos corredores lunares.

Despenho-me do alto do desejo.
Despedaço-me, depois, na noite infecunda:
Poeira estelar, cinza absurda e nula

Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000

Publicado por Violeta Teixeira em 29/08 às 11:24 PM
Categoria • Poesia

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