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É DEFINITIVA A NOITE
Oblíquo, o sol enegrece
Sobre as areias. Barcaças
Viúvas, musicando contra
As rochas, convidam a fugas
Sem margens e sem retornos.
Marulham vagas sucessivas!
Não há saudades de nada
Para sepultar
No obscuro mar!
Um luz azul de prata
Encha as barcaças.
Não há como não vê-la!
O sinal soou!
Sou só! Sigo a estrela,
Cuja luz
Nunca se me mostrou!
A luz apagou-se…
É infinita
E definitiva a noite!
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, 1999
Publicado por Violeta Teixeira em 26/08 às 11:21 PM
Categoria • Poesia •
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