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DÉDALO DE DESAFECTOS

Sento-me
Na solidão do sem laços
De afectos.
Da vida, nulo
O balanço.
Refaço-o, obsessiva.
Cego os olhos dos
Astros, com dedos tesos,
De nervos.
Grito-me a náusea,
No silêncio de um dédalo
De desafectos.
E encharco-me o vácuo
Com coca, ópio e álcool.
Violeta Teixeira, inédito (DÉDALO DE AFECTOS)
Publicado por Violeta Teixeira em 01/01 às 01:09 AM
Categoria • Poesia •
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