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DA PRESCRIÇÃO MÉDICA DA «CANNABIS»
DA PRESCRIÇÃO MÉDICA DA «CANNABIS»
Dado que a maioria das pessoas, inclusive muitos jornalistas, confundem o cânhamo com a marijuana, começarei por distingui-los. Ambas as plantas pertencem à mesma es- pécie, «Cannabis sativa», mas o cânhamo é um cereal em haste «que há milénios é se -meado pela sua fibra e pela sua semente comestível; é incapaz de o deixar «pedrado». A marijuana é uma forma da «cannabis» em arbusto que tem sido cultivada pelas suas qualidades medicinais e acção da psique há tanto tempo como o cânhamo».
Como se sabe, desde os primórdios da humanidade, o homem utilizou as plantas para fins terapêuticos. Dito isto, ilustro-o, apenas, com alguns exemplos: a tília era dedicada a Vénus, deusa do Amor, e usada como calmante; a nogueira é mencionada, na antigui-dade, nos tratados médicos, especialmente entre os Persas; o alecrim ocupava um lugar importante nos ritos antigos dos Egípcios e dos Gregos. Os Árabes utilizaram-no longa-mente em terapêutica; o cipreste está mencionado como planta medicinal num texto as-sírio («ascendente» do Iraque) do século XV a. C., além de ter um carácter sagrado en -tre Persas e Gregos; em tempos antigos, mas, historicamente, mais próximos do dias de hoje, muitos hospitais, com frequência, titulados por ordens religiosas, tinham jardins de plantas medicinais, de modo a assegurarem um fornecimento constante de remédios.
Por que não reabilitar as relações ancestrais entre o homem e a Natureza? E, sendo o objecto temático desta crónica, por que não se utilizar a «cannabis» e as substâncias de-la extraídas para fins terapêuticos?
Vejam-se vários argumentos que fundamentam o meu sim firme, desde muitos anos, à utilização medicinal da «cannabis»: « milhares de pessoas que sofriam de glaucoma salvaram a visão», usando esta planta; « dois dos sintomas mais debilitantes da Sida são a náusea e a falta de apetite». Ora, a «cannabis» proporciona um alívio a ambos.«Ao eli-minar a náusea do paciente e ao fazê-lo bocejar largamente – o famoso efeito secundá- rio de fumar erva- o paciente é capaz de tomar os nutrientes de que necessita urgente- mente para aguentar a saúde do corpo.»; os doentes com cancro temem a quimioterapia porque envenena o corpo e produz náuseas incontroláveis. Muitos doentes descobriram nos anos 70 que fumar marijuana era eficiente em mais de 80% dos casos. A «cannabis, sendo um broncodilatador, foi usada para tratar a asma durante mais de 3.000 anos; o sumo da «cannabis foi usado como unguento para tratar feridas e infecções durante sé-culos, e estudos recentes fizeram reavivar o interesse da planta como antibiótico.» Além disso, « o sumo natural é um excelente desinfectante para infecções da garganta e dos ouvidos; o estrato da «cannabis» mostrou-se eficiente contra o herpes labial, a gengivite, e certos surtos de estafilococos; tem um ligeiro efeito de supressão no sistema imunitá-rio, ou seja, é um imunosupressor, retardando os efeitos do próprio sistema, tais como artritismo reumatóide, colite, doença de Crohn e esclerose múltipla; alivia os espasmos associados à epilepsia, distrofia muscular e outras doenças convulsivas; é um antiinfla- matório mais eficaz que a aspirina ou mesmo a hidiocortisona, sendo, por isso, eficaz para quem sofre de pruridos, dermatite, edema e outras doenças inflamatórias; no sécu-XIX era o analgésico mais popular para as enxaquecas, assim como artrites; na Univer-sidade do Mississipi, entre 1976 e 1990 forneceu mais de 160.000 «charros» a pacientes que precisavam.»
Em suma, como a «cannabis» cresce com grande facilidade em qualquer clima, tor-ná-la-ia ideal como remédio caseiro barato, se fosse permitido o seu cultivo. No entanto, os opositores argumentam que remédio fumado não pode ser bom remédio.
Acrescente-se, após os factos indicados, para sustentar a minha posição, que «o uso mais antigo da «cannabis» pertence à China, onde foi considerada um dos elixires superiores da imortalidade durante mais de 3.000 anos.
Vem tudo quanto disse a propósito do título do PÚBLICO da edição do dia 16 de Ja-neiro: « O Ministério da Saúde vai regular prescrição médica da «canabis», título, esse, que me surpreendeu pelo fundamentalismo neste, como em múltiplos domínios, do PP Portas, embora eu tivesse conhecimento da directiva da União Europeia datada de 2002 sobre a regulamentação dos medicamentos à base de plantas, o que não se concretizou.
Agradou-me, como é óbvio, que o Governo decidisse resolver o assunto em causa por decreto-lei, não precisando, assim, de ser votado no Parlamento. É certo que o Bloco de Esquerda entregara na Assembleia da República, no mês de Outubro transacto, um projecto-lei, no qual defende a prescrição médica da «cannabis» e dos seus princípios activos para efeitos de cuidados paliativos nos casos de doenças crónicas graves e terminais, que não foi aceite.
Não é, todavia, neste caso, a posição do Governo coincidente com a do B.E., dado que este partido pretende a prescrição não só das substâncias derivadas da «cannabis», mas também da planta em si. Por outro lado, estranhei que a Infarmed negasse ter conhecimento da intenção do Governo legislar no sentido da prescrição médica das sub-tâncias extraídas da «cannabis», e que o referido Instituto já tivesse concluído a legisla- cão que, a ser aprovada, regula o fabrico e a comercialização dos produtos de saúde à base de plantas, fazendo a «cannabis» parte da lista das plantas proibidas, além dos respectivos derivados, no fabrico de produtos de saúde.
Quanto ao Instituto da Droga e Toxidependência, revelou que estava a trabalhar na lei sobre medicamentos à base de plantas.
Perante as informações contraditórias a respeito do tenho vindo a tratar, fornecidas pelos «media», não sei qual delas me merece credibilidade. Estou, porém, convicta de que o Governo aprove a prescrição médica da «cannabis» por decreto-lei, se bem que não contemple a posição do Bloco de Esquerda, com o qual estou de pleno acordo.
Violeta Teixeira
Nota: citações de Rowan Robinson, in Manifesto do Cânhamo, Sinais de Fogo, Lisboa,
1999.
Publicado por Violeta Teixeira em 19/07 às 01:54 AM
Categoria • Crónicas •
LA MARIHUANA A LEGALIZARLA YA K ES UNA PLANTA SANA K TE DA LA FELICIDAD,A KIEN LE GUSTE LA MARIHUANA K LEVANTE LA MANO!!!!!!!!!!.BEXOSSSSSSSSSS
Comentado por em 30/05 às 10:09 AM
ae sou brasileiro li sua cronica e concordo, axo que somos todos vitima de uma sivilização que condena e proibe algo que nem eles sabem o que é...mais apesar de tudo existe pessoas que se informam e tentam lutar pelo certo pelos seus direitos, cannabis é uma planta uma erva natural e medicinal ém alguns casos´ e ninguem pode negar isso!
Comentado por em 04/09 às 08:10 AM
tbm sou brasileiro e concordo plenamente com sua crônica e acho q vc devia divugala em mais sites pra mostrar a mais pessoas a verdadeiro
objetivo da cannabis
parabéns pelas informações
PS:. não sou usuario da cannabis porém sou totalmente a favor de sua liberação abraços
Comentado por em 23/10 às 08:00 PM
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Só gostava de esclarecer, violeta, que Cânhamo e Canábis e Marijuana são a mesma planta!! Desde sempre, desde os ditos 3000 anos a uns hipoteticos 8000 anos, data do mais antigo documento escrito encontrado que é Chinês e se pensa ser de Cânhamo. Entretanto a tal planta mágica que é a mesma por todo o Mundo tem como nome Cientifico “Cannabis” e pode-se dividir em duas variantes a “Sativa” ou a “Indica” apenas. Tudo o resto serve para denominar a mesma planta e os nomes so variam consoante o País. Como exemplos: “Marijuana” - México (esta foi a denominação mais conhecida e usada na Grande Conspiração do Cânhamo em finais de séc.17 nos EUA que desencadeou proibição em todo o mundo); “Cânhamo” - Nome geral; “Canabe"/"Canave" - Raiz latina da palavra “Canabis”; “Liamba"/"Boi Cola” - Angola/Africa; “Bhang” - Bhangladesh (que curiosamente e literalmente significa “Povo da Erva"); “Thai” - Thailandia (Que curiosamente também significa “Terra da Erva"); e muitos outros nomes incluindo os vocábulos de rua.. Tudo isto para denominar UMA SÓ planta.
De resto concordo com o que foi dito e ainda mais!
Comentado por em 10/05 às 04:26 PM