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CREPÚSCULO

Foto da autoria de Violeta Teixeira/Pandora-Olhares.com
O crepúsculo toma tintas
De letargia amena,
Nas vidraças,
Que dão para as lagunas
Do desassossego
De penas migrantes.
Mergulha os olhos
Nos juncais, alagados
De um desespero
Esbracejante.
Rasga-se as vestes,
De seda,
Tingidas de vermelho,
Descalça-se,
Com gestos esfarelados
De cansaço,
E apressa-se a cumprir
O pacto celebrado,
Na cerimónia solene
Do pórtico branco.
Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000
Publicado por Violeta Teixeira em 31/08 às 02:06 AM
Categoria • Poesia •
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Comentado por Alexandre Reis em 16/09 às 01:58 AM