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CORPO DE FÊMEA IMPOSSUÍDO
Registo fotográfico de Guilherme Santos- Olhares.com.
Vibram-me,
Estilhaçam-se-me,
Caem, em lascas luzidas,
Todos os vidros
Da morada dos sentidos,
Erguida na borda
Do abismo
Da demência
Lúcida e lisa, onde me
Abrigo dos
Desvarios do coração,
Que me
Não pulsa.
Senão
Na escrita que me molda,
Me cinzela e me
Esculpe
Este corpo de
Fêmea.
Entrego - o,
Puro e sem pudor, aos
Braços fictícios
Dos que me vão sondando
E descascando
E fantasiando o êxtase
Da
Posse.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 22/04 às 06:02 PM
Categoria • Poesia •
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