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CONCEDAM-ME

Concedam-me
Um imprevisível
Abraço.
De âmbar!

Invadam-me os limites
Do ilícito!

Naveguem-me
Contra a direcção
Ortodoxa!

Inflamem-me
De marés pagãs!

Fascinam-me
Os desvios
Da poética
E todos os rios
Do corpo.

Por que se não
Consentem
Respirar o sopro
Da subversão?

Moral e ética, na arte,
São enjoos
De mar.

Violeta Teixeira, LÂNGUIDAS FÚRIAS, MAGNO EDIÇÕES, 2000

Publicado por Violeta Teixeira em 08/05 às 11:53 PM
Categoria • Poesia

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