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CÉPTICA
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Demasiado maduro, o fruto. Desfez-se,
Num charco, apodrecido de cepticismo.
Espaço, esse, propício ao gosto dos mosquitos
Do absurdo. Lanço-me um desafio que não
Lanço. Faltam-me os fios da crença num algo,
Num algo qualquer, um algo que cresça,
Que floresça, que frutifique, de modo a puder
Saboreá-lo, antes da fatídica queda, no solo
Do desafecto. Céptica, não faço um passo,
Um gesto, salvo na saga dorida da escrita.
Violeta Teixeira, inédito (DÉDALO DE AFECTOS)
Publicado por Violeta Teixeira em 10/04 às 11:08 PM
Categoria • Poesia •
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